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UNAIDS Brasil
UNAIDS CONTRATA

O UNAIDS, Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, está com processo seletivo aberto para contratação de motorista.

Os detalhes encontram-se no link: http://jobs.undp.org/cj_view_job.cfm?cur_job_id=51467

O prazo máximo para o envio do formulário P11 e carta de motivação é 10 de dezembro de 2014 (quarta-feira).

 


Metas de Aceleração da Resposta ao HIV vão evitar cerca de 28 milhões de novas infecções até 2030, diz relatório do UNAIDS

Uma ação rápida e em grande escala nos próximos cinco anos evitará 21 milhões de mortes relacionadas à AIDS e os riscos de retrocesso na resposta à epidemia

GENEBRA/LOS ANGELES, 19 de novembro de 2014 - Um compromisso global com a aceleração da resposta ao HIV nos próximos cinco anos permitirá que o mundo acabe com a epidemia de AIDS em menos de duas décadas. A conclusão vem do novo relatório do UNAIDS Acelerando a resposta para acabar com a epidemia de AIDS em 2030, lançado nesta terça-feira (18/11), em Los Angeles, na Califórnia (EUA). O Relatório informa que cerca de 28 milhões de novas infecções pelo HIV e 21 milhões de mortes relacionadas à AIDS poderão ser evitadas nos próximos 15 anos caso o mundo se comprometa em adotar a abordagem do UNAIDS de Aceleração da Resposta ao vírus.

"Estamos conseguindo inverter a trajetória da epidemia", disse Michel Sidibé, diretor executivo do UNAIDS. "Agora temos cinco anos para eliminá-la para sempre ou corrermos o risco de ver uma retomada da epidemia de forma descontrolada."

O relatório foi lançado na Universidade da Califórnia-Los Angeles (UCLA), durante um evento organizado por David Gere, diretor do UCLA Art & Global Health Center (Centro de Arte & Saúde Global da UCLA). Gere e Sidibé estavam acompanhados da atriz Charlize Theron, Mensageira da Paz da ONU e fundadora do Charlize Theron Africa Outreach Project.

Metas para Acelerar a Resposta

O novo conjunto de metas que precisam ser alcançadas até 2020 faz parte da estratégia 90-90-90: que 90% de todas as pessoas vivendo com HIV conheçam seu status; que 90% das pessoas diagnosticadas recebam terapia antirretroviral; e que 90% das pessoas recebendo tratamento possuam carga viral suprimida e não mais possam transmitir o vírus.

UNAIDS estima que cerca de 13,6 milhões de pessoas tinham acesso à terapia antirretroviral em todo o mundo até junho de 2014, uma conquista significativa para garantir que 15 milhões de pessoas estejam em tratamento até 2015, mas ainda distante das metas 90-90-90. Além disso, um esforço especial será necessário para eliminar as lacunas ainda existentes para aumentar o número de crianças em tratamento.


 

Outras metas incluem a redução em mais de 75% no número anual de novas infecções pelo HIV – para 500.000 – até 2020 e o alcance do que o UNAIDS reconhece como Zero Discriminação. Baseadas nos direitos humanos, essas metas reforçam a abordagem de não permitir que ninguém seja deixado para trás. Se alcançadas, elas vão melhorar significativamente os resultados na área da saúde em todo o planeta.

O progresso na resposta ao HIV tem sido forte e amplamente difundido, acompanhado de muitas lições sobre como programar ações de forma efetiva e eficiente para garantir resultados com foco nas pessoas. Esta mensagem foi evocada por Charlize Theron ao falar a estudantes, pesquisadores, formuladores de políticas e defensores da causa presentes no evento de lançamento.

"Quando os jovens têm acesso a opções de qualidade nas áreas de saúde e educação sobre o HIV, eles fazem escolhas inteligentes para o futuro. Vamos garantir que os adolescentes ao redor do mundo tenham o poder de fazer parte da solução para acabar com esta epidemia", disse a atriz. "Alcançar as Metas de Aceleração do UNAIDS significa garantir que ninguém seja deixado para trás."

O Relatório Acelerando a resposta para acabar com a epidemia de AIDS em 2030 também destaca a importância dos investimentos para que estas metas sejam atingidas. Os países de renda baixa vão precisar de 9,7 bilhões de dólares em financiamentos nesta área até 2020, enquanto os países de renda média baixa precisarão de 8,7 bilhões no período. Será necessário financiamento internacional para complementar estes investimentos, especialmente em países de renda baixa cujos recursos domésticos arcam atualmente com apenas cerca de 10% de suas ações em resposta ao HIV. Já os países de renda média alta vão precisar gastar 17,2 bilhões até em 2020. Em 2013, 80% deles financiaram com fontes domésticas suas respostas ao HIV.

"Se, nos próximos cinco anos, investirmos apenas 3 dólares por dia para cada pessoa que vive com HIV, conseguiremos vencer a epidemia de uma vez por todas", disse Sidibé. "E sabemos que para cada dólar investido teremos 15 dólares de retorno."

Se os investimentos suficientes forem alcançados, as necessidades mundiais de recursos vão começar a cair a partir de 2020. Em 2030, os investimentos necessários para todos os países de renda baixa e média somarão 32,8 bilhões de dólares anuais, uma queda de 8% em relação aos 35,6 bilhões dólares estimados para 2020. Esses recursos farão com que o dobro de pessoas tenha acesso a tratamento antirretroviral em 2020, em relação a 2015.

Foco
A abordagem do UNAIDS de Aceleração da Resposta enfatiza a necessidade de focar as ações nas regiões, cidades e comunidades mais afetadas pelo HIV e recomenda que os recursos sejam concentrados nas áreas onde o impacto será maior. Esta abordagem reforça ainda que são necessários esforços especiais nos 30 países que respondem juntos por 89% das novas infecções pelo HIV em todo o mundo, entre eles o Brasil. Para Acelerar a Resposta nacional nestes 30 países prioritários será necessária ampla mobilização de recursos humanos e institucionais, bem como de parceiros internacionais estratégicos, além de compromissos significativos, tanto das fontes domésticas quanto internacionais de financiamento.

A importância de alcançar as pessoas mais afetadas pelo HIV é destacada no Relatório como essencial para acabar com a epidemia da AIDS. O documento também levanta preocupações com as questões de acesso aos serviços de HIV para as pessoas mais necessitadas.

Contatos

UNAIDS Brasil | Daniel de Castro | tel. +55 61 3038 9221 | decastrod@unaids.org
UNAIDS Geneva | Sophie Barton-Knott | tel. +41 22 791 1697 | bartonknotts@unaids.org

 

Nos EUA, sites e aplicativos de encontros e relacionamentos se unem ao serviço público para apoiar a luta contra a AIDS

O acordo foi firmado pelos sete aplicativos e sites americanos mais populares entre gays e homens que fazem sexo com homens

Brasília, 06 de novembro de 2014 – Representantes dos sete sites e aplicativos de encontros e relacionamentos mais populares entre gays e homens que fazem sexo com homens (HSH) firmaram recentemente (22/10), nos Estados Unidos, um compromisso com a promoção da testagem de HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Com o acordo assinado na cidade de São Francisco (Califórnia), eles também se comprometeram a promover iniciativas para a redução do estigma associado à infecção pelo vírus.

Os representantes dos sites e aplicativos BarebackRT, Daddyhunt, Dudesnude, Gay.com, Grindr, PozPersonals, e SCRUFF concordaram em colaborar com as autoridades norte-americanas de saúde pública na disseminação de informações e novidades relacionadas às DSTs e ao HIV, como dados sobre as novas formas de testagem e a implementação da PrEP (profilaxia pré-exposição) – um conjunto de medicamentos que podem ser tomados de forma sistemática para prevenir a infecção por HIV.

“Os participantes deste acordo afirmaram que estão empenhados em promover saúde comunitária e a contribuir para o fim da transmissão do HIV”, disse Tim Patriarca, diretor-executivo de saúde e bem-estar de homens gays e bissexuais da San Francisco AIDS Foundation.

“Estes sites e aplicativos, que têm um alcance imenso, querem trabalhar juntos à saúde pública norte-americana para aprender como podem contribuir para os esforços de prevenção”, disse o pesquisador e organizador do encontro, Dan Wohlfeiler, da Universidade de Califórnia.

Segundo uma pesquisa sobre o uso da Internet por gays e bissexuais, publicada em 2014 no Instituto Nacional de Saúde dos EUA, o tempo e a quantidade de acessos a aplicativos de relacionamento era aproximadamente três vezes maior entre HSH e gays se comparado a homens com práticas heterossexuais. Além disso, estima-se que 6,2 milhões de gays e bissexuais estejam conectados a algum aplicativo para relações sexuais.

Nos Estados Unidos, 1,1 milhão de pessoas vivem com HIV e cerca de 50 mil são infectadas a cada ano. Num momento em que o impacto da mídia tradicional diminui e a necessidade de promover o teste de HIV e educação sexual aumenta, torna-se necessário construir parcerias. Atualmente, o engajamento conjunto de autoridades de saúde pública, organizações comunitárias e sites e aplicativos de relacionamentos para gays e HSH oferece uma nova  e potencialmente eficaz abordagem para o estímulo à saúde e à prevenção.

San Francisco AIDS Foundation, em colaboração com a amfAR (Fundação Americana para a Pesquisa da AIDS),  divulgou em outubro relatório  detalhando as recomendações resultantes deste primeiro encontro sobre redes virtuais e a luta contra a AIDS.  

O UNAIDS e as novas tecnologias

Seguindo esta tendência mundial, o UNAIDS lançou recentemente, em parceria com ONGs e governos de quatro países asiáticos, um novo aplicativo para celular, chamado iMonitor+, cujo o objetivo é o de utilizar novas tecnologias para fechar as lacunas existentes entre a prevenção e o tratamento, impulsionando  a resposta ao HIV.

Além de ser uma ferramenta de monitoramento da qualidade e capacidade de entrega de serviços relacionados ao HIV, o aplicativo empodera a comunidade para o controle de serviços de saúde, aprimorando o acompanhamento da prestação pública de contas. No momento, o iMonitor+ está disponível apenas para 4 países asiáticos, Tailândia, Indonésia, Índia e Filipinas. Ainda não há previsão para o lançamento desta tecnologia em outras regiões.

UNAIDS e parceiros utilizam o poder da tecnologia para a transformação social

Atualmente, o novo aplicativo em inglês está disponível apenas para 4 países asiáticos, Tailândia, Indonésia, Índia e Filipinas

Brasília, 03 de novembro de 2014 – Representantes da sociedade civil, de organizações públicas e privadas e do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) lançaram na última semana de outubro (27/10) o aplicativo iMonitor+ , em Bangcoc, Tailândia. O objetivo do novo aplicativo é o de empoderar comunidades na resposta ao HIV, indicar formas de acesso à prevenção e ao tratamento e disponibilizar ferramentas para avaliação de qualidade dos serviços prestados.

O aplicativo utiliza a geolocalização para informar o usuário sobre onde encontrar preservativos, testes de HIV, aconselhamento, tratamento e outros serviços. Se o local estiver com falta de medicamentos antirretrovirais e outros materiais, o indivíduo pode enviar alertas para um painel central que o  redirecionará ao posto de atendimento mais próximo.

Quem tiver o aplicativo também pode relatar qualquer ato de preconceito ou violação de direitos nos atendimentos voltados ao HIV, além de outros acontecimentos. Autoridades públicas de saúde e parceiros comunitários têm trabalhado em conjunto para resolver o mais rapidamente possível problemas levantados pelos alertas do aplicativo.

“Isto é uma revolução de dados: um sistema móvel de informação sobre saúde em tempo real. O iMonitor+ não é apenas um aplicativo, mas uma ferramenta para a transformação social. Ele irá capacitar pessoas a exigir serviços e promover a prestação pública de contas”, disse o diretor-executivo do UNAIDS Michel Sidibé.

Além de Sidibé, o lançamento realizado em Bangcoc contou com a presença do vice-governador da capital tailandesa, Pusadee Tamthai, do diretor de campanha pública da AIDS Coalition da Indonésia, Ayu Oktariani, e do diretor da Service Workers in Group Foundation (SWING), Surang Janyam.

“O iMonitor+ tem grande potencial para se tornar uma ferramenta de alerta antecipado, capaz de notificar autoridades públicas de saúde sobre falhas nos serviços principais”, disse o vice-governador de Bangcoc. “Trabalhando com a sociedade civil no desenvolvimento do iMonitor+, abrimos um importante canal para o diálogo e fortalecimento de parcerias para a transformação social.” 

Desde o começo de junho, mais de 100 voluntários de cinco comunidades de Tailândia, Indonésia, Índia e Filipinas vêm testando o dispositivo para opinar sobre o funcionamento e sugerir adaptações às especificidades de cada grupo. Na Tailândia, a Administração Metropolitana de Bangcoc criou uma parceria com a Fundação SWING para avaliar e aprimorar o aplicativo.

“O iMonitor+ é uma plataforma efetiva que permite trabalhar com autoridades da saúde pública”, disse o diretor da fundação SWING. “Ele está nos dando a oportunidade de influenciar diretamente a forma como os serviços são prestados às comunidades.”

A AIDS Coalition da Indonésia tem executado um modelo experimental do aplicativo em quatro cidades, incluindo Jakarta. “Descobrimos que as autoridades têm utilizado os alertas emitidos em tempo real, o que acelerou suas ações para corrigir as lacunas presentes nos serviços públicos”, disse Ayu Oktariani, diretor da coalizão.

Esse retorno sistemático das comunidades e prestadores de serviço irá garantir a contínua inovação e adaptabilidade do aplicativo. Além de ser uma ferramenta de monitoramento de qualidade e capacidade de prestação de serviços relacionados ao HIV, o aplicativo irá empoderar a comunidade para o controle de serviços de saúde, aprimorando o acompanhamento da prestação pública de contas.

 

UNAIDS comemora novas indicações de efetividade da terapia antirretroviral na prevenção ao HIV entre homens que fazem sexo com homens.

Organismos independentes responsáveis pelo monitoramento de dois ensaios clínicos usando  a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) recomendam que a terapia antirretroviral seja ofertada a todos os participantes do estudo..


GENEBRA, 29 de outubro 2014 UNAIDS recebe com entusiasmo a notícia de que dois dos ensaios clínicos em andamento apresentaram fortes indícios de efetividade da terapia antirretroviral na prevenção de novas infecçções pelo HIV entre homens que fazem sexo com homens (HSH).

O estudo IPERGAY, conduzido pela ANRS (Agência Nacional Francesa de Pesquisa sobre AIDS), recrutou 400 HSH na França para estabelecer a eficácia do uso combinado dos antirretrovirais tenofovir/emtricitabina como Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) antes e depois das relações sexuais, em vez do uso diário. O Comitê para Monitoramento e Segurança dos Dados do ensaio clínico IPERGAY revisou as informações obtidas pelo estudo e encontrou uma redução “muito significativa” no risco de novas infecções pelo HIV no grupo de participantes usando tenofovir/emtricitabina como PrEP, quando comparado ao grupo-controle que usava um placebo da medicação. Em função disso, o Comitê de Monitoramento recomendou que houvesse a interrupção do grupo controle e que o tratamento de tenofovir/emtricitabina como PrEP passasse a ser oferecido a todos os participantes do estudo.

Este anúncio acontece após uma decisão recente de se alterar o estudo PROUD do Reino Unido. No estudo PROUD, os participantes foram inicialmente aleatorizados em dois grupos – um grupo usando PrEP desde o começo do estudo e outro que receberia a PrEP após 12 meses de seu início. No entanto, o Comitê Independente de Monitoramento dos Dados descobriu que a efetividade demonstrada pelo o estudo excedeu o limiar estabelecido para a sua continuidade e indicou que os pesquisadores passassem imediatamente a oferecer a PrEP diariamente a todos os participantes.

Nenhum dos dois estudos estão prontos para disponibilizar os dados finais para revisão pelos comitês de monitoramento. Entretanto, ambos os comitês concordaram que os resultados até o momento são tão convincentes que seria antiético permitir que os participantes do grupo-controle continuassem sem receber a PrEP. Os resultados finais dos estudos IPERGAY e PROUD são esperados para o início de 2015.

Uma vez confirmados os resultados, a terapia antirretroviral usada como PrEP antes e depois do sexo pode se tornar uma opção adicional à prevenção ao HIV para homens que fazem sexo com homens.

O UNAIDS ressalta que nenhuma ação isolada proteje completamente a transmissão do HIV e que esse é um dos motivos pelo qual o UNAIDS luta fortemente pela prevenção combinada. Isso inclui o uso correto e consistente do preservativo, o atraso no início da vida sexual, a redução do número de parceiros sexuais, a cincuncisão masculina, o acesso à terapia antirretroviral, a redução do estigma e discriminação e o fim das leis punitivas. 


Por meio de histórias reais de pessoas que sofreram discriminação no ambiente profissional, o manual oferece diretrizes para a promoção dos direitos humanos de pessoas LGBT no mundo do trabalho.


O MANUAL LGBT TRAZ O TEMA DA CONSTRUÇÃO DA IGUALDADE DE OPORTUNIDADES NO MUNDO DO TRABALHO. FOTO: DANIEL DE CASTRO/PNUDBRASIL

01 Outubro 2014

do PNUD

“Combater a homo-lesbo-transfobia é combater as desigualdades ainda presentes na sociedade, inclusive no mundo do trabalho.”

A afirmação é de Carlos Magno Fonseca, presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). Ao lado de representantes de empresas, do governo e do Sistema ONU no Brasil, ele participou nesta terça-feira (30/9), em São Paulo, do lançamento do manual Construindo a igualdade de oportunidades no mundo do trabalho: combatendo a homo-lesbo-transfobia.

O documento – que aborda as questões trabalhistas ligadas aos direitos LGBT por meio de histórias de vida – é fruto de uma construção conjunta entre organismos da ONU (PNUD, OIT e UNAIDS) e 30 representantes de empregadores, trabalhadores, governo, sindicatos e movimentos sociais ligados aos temas LGBT e HIV/AIDS. 

“Não queríamos criar mais um manual técnico com termos específicos sobre o tema e sem conexão nenhuma com a vida real”, explicou Beto de Jesus, da Txai Consultoria, responsável pela coordenação das consultas e publicação do manual em parceria com a ONU. “Nosso objetivo é usar estas histórias de vida abordando as dificuldades e as superações de pessoas LGBT no mundo do trabalho para provocar a reflexão e, ao mesmo tempo, promover o aprendizado sobre as questões mais importantes relacionadas aos direitos LGBT”, concluiu.

O apoio à promoção dos direitos humanos é uma das principais missões das Nações Unidas no Brasil. Em sua introdução, o manual diz que “trabalho decente é direito de todos os trabalhadores e trabalhadoras, bem como daqueles ou daquelas que estão em busca de trabalho, representando a garantia de uma atividade laboral em condições de liberdade, equidade, segurança e dignidade humana”.

 “As pessoas LGBT continuam sendo discriminadas no mundo do trabalho”, disse Laís Abramo, diretora da OIT no Brasil. “É por isso que a Organização das Nações Unidas defende uma abordagem transversal dos direitos humanos nas empresas”, completou a representante da ONU no evento. 

 O lançamento do manual é mais uma iniciativa do Sistema ONU no Brasil dentro da campanha mundial Livres & Iguais, lançada no Brasil em abril deste ano sob a responsabilidade do Escritório de Coordenação do Sistema ONU no Brasil e com o apoio de diversos organismos – PNUDACNUDHUNICEFUNESCO,UNAIDSUNFPAOITONU Mulheres e UNIC Rio – e diferentes parceiros como governos, empresas, artistas e sociedade civil organizada.


MATERIAL TRATA DOS DIREITOS DE PESSOAS LGBT NO MUNDO DO TRABALHO. FOTO: DANIEL DE CASTRO/PNUD BRASIL

Debate sobre direitos LGBT no mundo do trabalho

 O evento de lançamento do manual, realizado no Instituto Carrefour, contou com um debate sobre o tema. “Este manual será um instrumento indispensável para que tornemos SP numa cidade ainda mais inclusiva”, disse Rogerio Sottili, secretário municipal de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo, um dos participantes da mesa.

 Renata Seabra, secretária-executiva da Rede Brasileira do Pacto Global – que conta com mais de 600 empresas signatárias – afirmou que a Rede tem um compromisso importante com a questão dos direitos humanos, um dos 10 princípios para adesão do Pacto Global. “Não há desenvolvimento humano de fato sem a inclusão de todos”, disse. “A aceitação das pessoas LGBT no mundo do trabalho precisa ser feita de coração aberto. E as empresas têm o papel de criar regras claras para promover esses direitos”, concluiu. 

 Também participaram do debate Adriana Ferreira, líder de Diversidade & Inclusão da IBM Brasil, representando o Fórum de Empresas e Direitos LGBT – que reúne mais de 60 empresas engajadas na promoção dessas políticas – e Reinaldo Bulgarelli, da Txai Consultoria e Educação.

 Na plateia de cerca de 50 pessoas, além de representantes de organizações ligadas ao movimento LGBT e à luta contra o HIV/AIDS, estiveram representantes de grandes empresas como a Whirlpool (também signatária do Pacto Global), Serasa Experian, Accenture, Odebrecht, Fundação Casper Líbero, Caixa Econômica Federal, Grupo Fleury, Deloitte, HP, Carrefour, Atento, Votorantim Metais, Google e Ultragaz.

 

Sobre a Campanha Livres & Iguais

 Partindo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que afirma que todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidades e direitos, a campanha Livres & Iguais é uma iniciativa global das Nações Unidas cujo objetivo é promover a igualdade e os direitos humanos de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis (LGBT).

 O projeto é uma iniciativa do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), implementado em parceria com a Fundação Purpose. A campanha tem o objetivo de aumentar a conscientização sobre a violência e a discriminação homo-lesbo-transfóbica, além de promover maior respeito pelos direitos das pessoas LGBT por todo o mundo.

 A campanha da ONU é resultado de uma construção de mais de uma década de ações  envolvendo também ativistas LGBT, que atuaram intensamente para impulsionar esta agenda. Neste sentido, o lançamento do manual sobre direitos LGBT no mundo do trabalho surge com o objetivo de contribuir para a construção de um país livre de discriminação, onde todos os seres humanos gozem de respeito e tenham seus direitos assegurados.

 

 

 

Na Bahia, UNAIDS participa de seminário sobre “Novo Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil e suas relações de Parceria com o Estado”

Brasília, 26 de setembro de 2014 - No âmbito da iniciativa Laços SociAids, o Programa Conjunto das Nações Unidas Sobre HIV/AIDS (UNAIDS), participou na última terça-feira, dia 23, do seminário sobre “Novo Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil e suas relações de Parceria com o Estado”, realizado em Salvador, Bahia.

O evento, organizado pelo governo do estado da Bahia, foi focado na apresentação da lei 13.019/2014, chamada de marco regulatório das organizações da sociedade civil, e sua aplicação nos estados e municípios. A apresentação foi dirigida a servidores públicos estaduais envolvidos na temática e membros de organizações e associações da região. O seminário contou também com a participação dos seguintes palestrantes: Laís de Figueiredo Lopes, assessora especial do Ministro Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, e Paulo Eduardo Modesto, professor de Direito Administrativo da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

O UNAIDS, através da Iniciativa Laços SociAids, convidou organizações da sociedade civil e membros da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (ABONG) para participar do evento, uma vez que a discussão e conhecimento da lei 13.019/2014 é de fundamental importância para a continuidade dos organismos. A lei normatizará as relações entre os governos e as organizações da sociedade civil e entrará em vigência em 1º de novembro deste ano.

Entre as atividades do dia, o UNAIDS reuniu-se com Laís de Figueiredo Lopes e as organizações da sociedade civil presentes para discutir aspectos importantes da lei, como sua regulamentação, aplicação e adequação às normativas internas dos estados. Outro ponto abordado foi a organização entre as entidades para a formação de um conselho estadual para monitoramento e avaliação das atividades no âmbito da nova lei.

Segundo Javier Angonoa, consultor do UNAIDS para a iniciativa Laços SociAids, “ter participado do seminário e, posteriormente, da reunião com a representante da Presidência da República foi muito importante, pois muitas dúvidas foram esclarecidas sobre o alcance da lei, abrindo novas possibilidades para a sustentabilidade das organizações da sociedade civil que trabalham com AIDS”.


Victoria Beckham é nomeada Embaixadora Internacional de Boa Vontade do UNAIDS

GENEBRA/NOVA YORK, 25 de setembro de 2014—A celebrada designer inglesa Victoria Beckham foi nomeada Embaixadora Internacional de Boa Vontade do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). O anúncio ocorreu em um evento especial realizado durante a 69ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

“Sonho com uma geração livre de HIV e sei que o apoio de Victoria vai nos ajudar a alcançar esse objetivo comum”, disse o Diretor Executivo do UNAIDS, Michel Sidibé. “Victoria é criativa, inovadora e muito querida pelo público – e por isso sei que vai ampliar nossos esforços na luta para acabar com a epidemia de AIDS.”

Neste novo papel como Embaixadora do UNAIDS, Victoria Beckham vai trabalhar para assegurar que todos os bebês nasçam livres do HIV – e que crianças e mulheres vivendo com ou cujas vidas foram afetadas pelo vírus tenham acesso a medicamentos e cuidados adequados

"Este é o começo de uma jornada importante para mim: como mulher e mãe, tenho a responsabilidade de apoiar outras mulheres”, disse a estilista. “Estou orgulhosa e honrada por trabalhar com o UNAIDS, neste novo papel, ajudando a levantar recursos e consciência para apoiar e capacitar as mulheres e crianças afetadas pelo HIV”.

 

Em fevereiro deste ano, Victoria Beckham visitou clínicas na Cidade do Cabo, na África do Sul – onde aprendeu sobre a importância da terapia antirretroviral e sobre como meninos e meninas estão sendo deixadas para trás no acesso ao tratamento.

O tratamento antirretroviral pode reduzir para menos de 5% o risco de transmissão do HIV da mãe para o filho. Porém, em 2013 um terço das grávidas e vivendo com HIV não tinham acesso a medicamentos vitais – e 240 mil bebês foram infectados pelo vírus.

No mesmo ano, menos da metade de todas as crianças expostas ao HIV foram testadas para o vírus dentro do período ideal de três meses, e apenas 24% tiveram acesso ao tratamento. Sem a terapia antirretroviral, metade dos bebês nascidos com HIV morrerão até os dois anos de idade – e a maioria morrerá até os cinco.

Nos últimos cinco anos, o acesso ao tratamento antirretroviral para grávidas e vivendo com HIV ajudou 900 mil crianças a nascerem livres do vírus. O UNAIDS e seus parceiros estão trabalhando para garantir que todas as meninas e meninos – em todos os lugares – nasçam livres do HIV e tenham acesso aos medicamentos, aos cuidados e ao apoio de que necessitam.

 


UNAIDS lança Zero Discriminação no Alto Solimões

Campanha global visa combater todo e qualquer tipo de preconceito

Brasília, 23 de setembro de 2014 – Como parte de uma bem-sucedida iniciativa global contra a discriminação, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) lança nesta semana, em Tabatinga e Manaus, mais uma frente de sua iniciativa Zero Discriminação – desta vez para a região do Alto Solimões. O lançamento foi dividido em dois momentos, o primeiro em Tabatinga, realizado na última segunda-feira, 22, e o segundo em Manaus, que ocorrerá na próxima quinta-feira, 25.

A divulgação da campanha é fruto da visita de representantes do Ministério da Saúde e de agências da Organização das Nações Unidas (ONU) à região, no contexto do Plano Integrado do Grupo Temático do UNAIDS para o estado do Amazonas. O AmazonAids é uma iniciativa para, entre outras metas, promover um diálogo intercultural com lideranças locais, com vistas à prevenção de DSTs, AIDS e hepatites na região.

Coordenado pelo UNAIDS, o Plano Integrado da ONU em resposta à AIDS reúne esforços de agências das Nações Unidas, dos governos federal, estaduais e municipais, da sociedade civil e de outros parceiros estratégicos para o fortalecimento das capacidades locais na resposta à epidemia de HIV. O Plano Integrado vem sendo implementado também na Bahia (Laços SociAids) e no Rio Grande do Sul (Aids Tchê).

Ao longo desta semana, no Amazonas, membros do UNAIDS, do Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, estarão reunidos com representantes do governo estadual do Amazonas e da sociedade civil (por meio da Associação de Redução de Danos do Amazonas/ARDAM) para discutir temas como a integração e as interfaces entre o AmazonAids e o Plano de Ação da Cooperação Interfederativa do Estado do Amazonas, entre outros. A agenda inclui diversos eventos – entre eles uma reunião com organizações não-governamentais, movimentos, redes e práticas que atuam na resposta ao HIV/AIDS, DST e hepatites virais; e a oficina Aplicação da Lei, Prevenção e Tratamento para HIV/AIDS Associado ao Uso de Drogas.

 ZERO DISCRIMINAÇÃO – Lançada pelo UNAIDS em 2014, a iniciativa Zero Discriminação tem como meta combater qualquer estigma que impeça o direito a uma vida plena, digna e produtiva. A borboleta da campanha – símbolo de um processo de transformação – representa o compromisso em assumir um comportamento aberto à diversidade e à tolerância.

Liderada pela porta-voz do UNAIDS para a Zero Discriminação e vencedora do prêmio Nobel da Paz, Daw Aung San Suu Kyi, a iniciativa consagrou o dia 1º de março como Dia de Zero Discriminação – buscando mobilizar jovens, comunidades, organizações religiosas e defensores dos direitos humanos, entre outros, para a promoção da inclusão e do respeito a esses direitos inalienáveis.

No Brasil, a Zero Discriminação conta com o apoio de Mateus Solano, Embaixador de Boa Vontade do UNAIDS, como porta-voz oficial da iniciativa para trazer à tona o debate sobre a discriminação e a promoção dos direitos humanos.

Saiba mais sobre a campanha em:

http://www.unaids.org/en/resources/campaigns/20131126zerodiscrimination/

https://www.facebook.com/zerodiscrimination

 

O QUÊ: Lançamento da campanha Zero Discriminação

MANAUS: quinta-feira, 25 de setembro de 2014, às 14h, na Secretaria de Articulação de Políticas Públicas aos Movimentos Sociais e Populares (SEARP). Av. Grande Otelo, 1840. Conjunto Castelo Branco, Parque 10, Manaus (AM)

 CONTATO:

UNAIDS Brasil: Jessyca Zaniboni, tel. +55 61 3038 9228 zanibonij@unaids.org

AmazonAids: Francisco Nery, tel. +55 92 9286.2818

Novas ambiciosas metas para a ampliação do acesso ao tratamento de HIV

Membros de representações de pessoas vivendo com HIV e lideranças das mais diversas áreas, como acadêmica, política e industrial, reuniram-se em Londres, Reino Unido, nos dias 18 e 19 de setembro para participar do evento “Controlando a Epidemia de HIV com Antirretrovirais: Evitando o Custo da Inércia”. De acordo com os participantes, é possível acabar com a epidemia de AIDS como uma ameaça à saúde global. Alcançar esse objetivo exigirá o uso eficaz das ferramentas disponíveis, incluindo novas metas ambiciosas para a ampliação do acesso ao tratamento de HIV.

 O encontro, “Controlando a Epidemia de HIV com Antirretrovirais: Evitando o Custo da Inércia”, é um evento anual hospedado pela Associação Internacional de Médicos no Atendimento à AIDS (IAPAC), em parceria com a Associação Britânica para o HIV, o Departamento de Saúde e Saúde Pública da Inglaterra (PHE) e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

 

Michel Sidibé - Diretor Executivo do UNAIDS

Durante um painel de discussão de alto-nível, moderado pelo Lord Fowler, Membro do Parlamento Britânico, foi dedicada grande atenção ao potencial das novas ambiciosas metas para o tratamento do HIV. Na abertura do painel, o Diretor Executivo do UNAIDS, Michel Sidibé, expressou a necessidade de traçar objetivos audaciosos, como a meta 90-90-90. Lançada durante a XX Conferência Internacional de AIDS, em Melbourne, Austrália, a 90-90-90 visa alcançar, até 2020, que: 90% de todas as pessoas vivendo com HIV saibam seu status; 90% das pessoas diagnosticadas recebam terapia antirretroviral contínua; e 90% das pessoas recebendo tratamento possuam carga viral indetectável.

Atingir este objetivo aumentaria a proporção de pessoas vivendo com HIV com carga viral indetectável de duas a três vezes, assim como estabeleceria a base para acabar com a epidemia de AIDS como uma ameaça à saúde pública em 2030. Vários países já estão no caminho de alcançar a meta 90-90-90, demonstrando a viabilidade de conquistar estes resultados.

O painel observou a importância da participação e liderança da comunidade na obtenção da meta 90-90-90, bem como dos programas de testagem e tratamento de HIV serem fundamentados em princípios de direitos humanos e inclusão. Unanimemente, concordou-se que esforços para a promoção do conhecimento do status serológico e a oferta de tratamento de HIV devem ser sempre voluntários. Garantir que populações chave beneficiem-se de forma equitativa do impulso para 90-90-90 demandará mudanças legais e políticas para remover barreiras discriminatórias existentes no acesso a serviços.

Durante o evento, Michel Sidibé recebeu o prêmio entregue pelo Presidente e Chefe Executivo da IAPAC, José M. Zuniga, pelo sua “incansável liderança em nossa missão para acabar com a AIDS.”.

Citações

"A meta 90–90–90 busca a redistribuição de oportunidades. Precisamos repensar informações estratégicas para impactos estratégicos, a fim de que/para que possamos investir onde temos o maior número de pessoas que necessitam do tratamento antirretroviral”.Michel Sidibé, Diretor Executivo UNAIDS

 

Fórum UNGASS-AIDS Brasil trata dos desafios para a construção dos Novos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável

Brasília, 08 de setembro de 2014 – O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) participou no início da semana passada, nos dias 02 e 03 de setembro, da nona edição do Fórum UNGASS - AIDS Brasil, em Recife, Pernambuco.

O Fórum, organizado pela ONG Gestos, buscou discutir os desafios para a construção dos novos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a inclusão do tema do HIV/AIDS na agenda, bem como celebrar os 21 anos da atuação da Gestos no país.

O evento, que reuniu ativistas e pesquisadores de todo país, contou com a participação de representantes do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais Ministério da Saúde, da Agência de Cooperação Internacional do Ministério da Saúde (ACI/MS), da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids (RNP+), do Movimento Nacional de Cidadãs Posithivas (MNCP), da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), do Programa Municipal de DST/AIDS de Recife e do Programa Estadual de DST/AIDS de Pernambuco.



Foto Oficial do IX Fórum UNGASS AIDS Brasil, realizado pela Gestos, nos dias 02 e 03 de setembro de 2014, em Recife/PE. Fonte: Facebook da ONG Gestos

Alessandra Nilo, representante da América Latina e Caribe na Delegação das ONGs da Junta de Coordenação de Programas do UNAIDS (PCB), informou sobre a participação da Gestos e as questões discutidas no âmbito da PCB e na Conferência Internacional de AIDS de Melbourne (AIDS 2014).

Os principais temas tratados no Fórum foram a sustentabilidade das ações de prevenção e cuidados e a aplicação das diretrizes do Ministério da Saúde para alcançar o controle da AIDS e atingir as metas da Organização Mundial de Saúde (OMS). No plano internacional, foram destacados alguns pontos importantes como: a revisão e ampliação da agenda da Conferência do Cairo, a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD) realizada em 1994; o acompanhamento dos desdobramentos da Pequim +20; a reformulação das taxas sobre transações financeiras (TFF) para melhorar a captação de recursos para os ODS; e a coordenação para a reunião de alto nível da ONU sobre AIDS de 2016, para revisar a Estratégia do UNAIDS de 2011-2015.

A Diretora do UNAIDS Brasil, Georgiana Braga-Orillard, participou da mesa de abertura do Fórum e apresentou as perspectivas para o tratamento e serviços de HIV/AIDS no pós-2015, assim como a captação de recursos para a resposta global à AIDS.

Mateus Solano, estrela da televisão brasileira, é nomeado Embaixador de Boa Vontade do UNAIDS no Brasil

Ator firmou compromisso com o combate à discriminação que vulnerabiliza os jovens ao HIV

Brasília, 26 de agosto de 2014 – O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) comemorou a indicação de seu primeiro Embaixador de Boa Vontade no Brasil e porta-voz oficial da iniciativa Zero Discriminação no país, Mateus Solano, no dia 22 de agosto, na Casa da ONU.


No Brasil, o ator Mateus Solano alcançou grande repercussão e sucesso com seu último papel em uma telenovela, Amor à Vida, interpretando o primeiro beijo entre homens gays na história da televisão brasileira. Ao desempenhar seu novo papel, como Embaixador de Boa Vontade e porta-voz de Zero Discriminação, Mateus Solano usará de seu prestígio para trazer à tona o debate sobre a discriminação e a promoção dos direitos humanos.

A cerimônia de nomeação contou com a presença do Diretor Executivo Adjunto do UNAIDS e Secretário-Geral Adjunto das Nações Unidas, Luiz Loures; do Coordenador Residente da ONU no Brasil e Representante Residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Jorge Chediek; do Diretor do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita; da Embaixadora dos Estados Unidos junto ao Brasil, Liliana Ayalde; e da Diretora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, além de outras autoridades e de representantes da sociedade civil.

 

“Hoje, no Brasil, ninguém deveria morrer de AIDS. As estruturas existem, os serviços e tratamentos são gratuitos.”, salientou Georgiana Braga-Orillard na abertura da solenidade.

Segundo Fábio Mesquita, o ator protagonizou um “momento épico” da televisão brasileira que representou um passo muito importante na luta contra a discriminação no Brasil. “Estou certo de que Mateus trará uma nova energia a essa luta”, completou.

“Mateus Solano conseguiu, com a excelência de seu personagem, dar atenção à temática da discriminação que sofrem os homossexuais”, afirmou Luiz Loures. “Tenho certeza que será um excelente Embaixador.” Na novela, o personagem mantinha uma relação difícil com seu pai, que não aceitava e discriminava o filho.

“É uma honra ser Embaixador de Boa Vontade do UNAIDS”, disse Mateus Solano. “Agora, mais do que nunca, é necessário conscientizar o público, principalmente os jovens, sobre as melhores formas de prevenir o HIV e tratar a AIDS—e sobretudo de acabar com qualquer espécie de discriminação”, afirmou.

Luiz Loures agradeceu ao artista por aceitar este novo papel e lembrou que seu prestígio e popularidade aproximarão os jovens à resposta à AIDS no país. “Infelizmente, os jovens que viveram o início da epidemia há 30 anos não tinham acesso à informação, o que os tornou vulneráveis à AIDS. Hoje, embora os jovens tenham acesso à educação e informação, por algum motivo, não estão se prevenindo como deveriam. Acredito que Mateus desempenhará um importante papel no diálogo com os jovens mais vulneráveis e na disseminação de mensagens de prevenção ao HIV.”

O Coordenador Residente da ONU no Brasil, Jorge Chediek parabenizou o UNAIDS pela iniciativa e cumprimentou Mateus Solano por unir-se à luta contra a discriminação. "A discriminação é uma doença que deve ser combatida no coração das pessoas", destacou.

A Embaixadora Liliana Ayalde saudou a nomeação de Mateus Solano e reforçou o apoio às ações conjuntas para a melhoria no acesso à saúde e proteção dos direitos de populações mais vulneráveis no país. “Estamos ansiosos para trabalhar com o Brasil, o UNAIDS, outras organizações multilaterais e parceiros internacionais para derrubar barreiras, para cuidar e ao mesmo tempo aumentar a conscientização sobre a diversidade de gênero.”, completou.

"Estou tão nervoso hoje. Nunca desempenhei um papel tão importante na minha vida", disse o ator e novo Embaixador de Boa Vontade do UNAIDS no Brasil. No encerramento da cerimônia, Mateus Solano reiterou seu compromisso para com a meta do UNAIDS de alcançar a visão de zero nova infecção por HIV, zero discriminação e zero morte relacionada à AIDS.

CONTATO
UNAIDS Brasil: Jessyca Zaniboni, tel. +55 61 3038 9228 zanibonij@unaids.org

MATEUS SOLANO É NOMEADO EMBAIXADOR DE BOA VONTADE DO UNAIDS NO BRASIL

Ator pretende combater a discriminação que leva à vulnerabilidade de pessoas em relação ao vírus da AIDS

Brasília, 21 de agosto de 2014—Mateus Solano, o ator que fez enorme sucesso com o personagem Félix da novela Amor à Vida, será nomeado Embaixador de Boa Vontade do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/ AIDS (UNAIDS) nesta sexta-feira, 22 de agosto, às 11h, na Casa das Nações Unidas.

A solenidade contará com a presença do Diretor Executivo Adjunto do UNAIDS e Secretário-Geral Adjunto da ONU, Luiz Loures, o Coordenador Residente da ONU, Jorge Chediek, e a Embaixadora dos Estados Unidos junto ao Brasil, Liliana Ayalde, além de outras autoridades e representantes da sociedade civil.

Mateus Solano protagonizou, ao lado do ator Thiago Fragoso, o beijo mais esperado da história da tevê brasileira, o primeiro beijo entre gays de uma telenovela. Mateus prevê usar de seu prestígio para apoiar o UNAIDS e promover direitos humanos, mobilizando o seu público por meio de mensagens que reiteram a importância do fim de todo e qualquer tipo de discriminação.

“Mateus Solano conseguiu, com a excelência de seu personagem, dar atenção à temática da discriminação que sofrem os homossexuais”, afirmou Luiz Loures. “Tenho certeza que será um excelente Embaixador.” Na novela, o personagem mantinha uma relação difícil com seu pai, que não aceitava e discriminava o filho.

“É uma honra ser Embaixador de Boa Vontade do UNAIDS”, disse Mateus Solano. “Agora, mais do que nunca, é necessário conscientizar o público, principalmente os jovens, sobre as melhores formas de prevenir o HIV e tratar a AIDS—e sobretudo de acabar com qualquer espécie de discriminação”, afirmou.

 

BRASILIENSE—Mateus Solano nasceu em Brasília em 1981, mas cresceu no Rio de Janeiro, onde vive atualmente. Já atuou em mais de 30 peças em teatros paulistas e cariocas, além de fazer participações em vários seriados da TV brasileira. Seus primeiros papéis de destaque ocorreram em 2009, na minissérie Maysa - Quando Fala o Coração, em que interpretou o compositor Ronaldo Bôscoli; no mesmo ano, na novela Viver a Vida; e, em 2012, na minissérie Gabriela, com o personagem Mundinho Falcão. A consagração veio em Amor à Vida, como Félix—personagem muito comentado e que conquistou a simpatia do público.

AIDS—O Relatório Gap do UNAIDS, lançado em julho de 2014, estima que existam aproximadamente 19 milhões de pessoas no mundo que vivem com o HIV e não o sabem. Do total estimado de 35.5 milhões de pessoas vivendo com HIV no mundo, aproximadamente 5.4 milhões são jovens entre 10 e 24 anos.

Na América Latina, as novas infecções por HIV estão aumentando, principalmente devido ao aumento de novas infecções entre gays e homens que fazem sexo com homens. Um número significativo de novas infecções por HIV na Ásia, na África, na América do Norte, na Europa ocidental e oriental estão ocorrendo entre esses homens. No entanto, em todo o mundo, apenas 1 em cada 10 gays e outros homens que fazem sexo com homens recebe um mínimo de serviços de prevenção ao HIV, principalmente devido ao estigma e à discriminação. 

Data: Sexta-feira, 22 de agosto
Hora: 10h00 distribuição de credenciais à imprensa
(o início do evento está previsto para às 11h00) 
Local: Casa das Nações Unidas, SEN quadra 802, conj C, lote 17

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Fabiana Mesquita, tel. 61 3228 9229 celular: 98724955  mesquitaf@unaids.org
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“O ATIVISMO SOCIAL SALVOU MINHA VIDA”

Élida Miranda é uma mulher ímpar. Pós-graduada em Políticas Públicas e Gestão em Segurança Pública, é pedagoga e atua com os temas “violência e juventude negra”, “direitos sexuais e reprodutivos” e “AIDS”; coordenadora regional de juventude da Red de Mujeres Afrolatinoamericana, Caribenha e da Diáspora; e coordenadora de projetos no Fundo Brasil de Direitos Humanos; e responsável pela articulação de Juventude do Geledés – Instituto da Mulher Negra. Ademais, foi recentemente reeleita Conselheira Nacional da Juventude do governo federal pelo segundo mandato consecutivo.

No entanto, a história dessa mulher irrefreável nem sempre foi assim – e é isso, em parte, o que a torna tão especial. Élida nasceu há 30 anos em um bairro especialmente violento da região metropolitana de São Paulo – e sentiu, desde cedo, o quanto o racismo e outras formas de discriminação são cruéis com os jovens. “Mais da metade de meus amigos de adolescência foram assassinados, outros morreram de AIDS”, conta – lembrando que, de tanto ser espancada, chegou a “tentar o suicídio”. Ainda assim, coragem não lhe faltava: “Com a capoeira e o maculelê aprendi a me defender nas ruas; com a luta social, recuperei o senso de justiça”, diz.

Élida Miranda, no Geledés – Instituto da Mulher Negra.

De fato, é a ânsia por justiça o que move essa incansável militante desde sempre: Élida começou a atuar aos tênues 12 anos de idade no projeto “Arte na rua”; depois, participou do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua (MNMMR), o que deu a ela um olhar crítico sobre sua condição de jovem mulher negra da periferia. Mais tarde, representando esse mesmo movimento, passou a integrar o Grupo de Trabalho Jovem do UNAIDS – e foi lá que, por meio de uma parceria com a UNESCO e o Ministério da Saúde, tornou-se pessoa chave na elaboração, em 2002, de um livro-marco do protagonismo juvenil e prevenção ao HIV/AIDS no Brasil: AIDS, o que pensam os jovens.

“O que me salvou foi meu ativismo”, diz Élida. “O protagonismo juvenil é um motor com poder para impulsionar a sociedade: quando o jovem se apropria de sua história, ele encontra poder para transformá-la", acrescenta.

Élida é em si mesma a maior evidência dessa tese. Recentemente, ao levar as ações da campanha Proteja o Gol, do UNAIDS, à Cidade Tiradentes – na periferia de São Paulo –, Élida se destacou mais uma vez. Mas não é só, claro: Élida também coordenou o trabalho das voluntárias do projeto Promotoras Legais Populares, que sensibilizou os torcedores para a prevenção ao HIV e ao combate ao racismo e à violência doméstica durante a Copa do Mundo. O projeto, que contou com a supervisão técnica da Secretaria Municipal de Saúde e do Centro Testagem e Aconselhamento de São Paulo – com o apoio do Geledés –, foi considerado um grande sucesso e atraiu a atenção de Kweku e Ndaba Mandela, netos do ex-presidente sul-africano. Porta-vozes da iniciativa Zero Discriminação, do UNAIDS, Kweku e Ndaba foram pessoalmente prestigiar o trabalho dessa jovem guerreira em São Paulo. Em se tratando de Élida, porém, sabemos que tudo isso é só o começo.

Esta história de vida faz parte das comemorações da ONU no Brasil no Dia Internacional da Juventude.Acompanhe as atividades do dia em: http://www.onu.org.br/especial/juventudenegra

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UNAIDS SAÚDA DECISÃO DE UGANDA QUE ANULA LEI HOMOFÓBICA

GENEBRA, 4 de agosto de 2014 – O UNAIDS saúda a decisão do Tribunal Constitucional de Uganda que derruba a lei que estabelecia pena de prisão de 14 anos para uma primeira condenação e prisão perpétua para “homossexualidade agravada”. Contestada por dez peticionários – incluindo a sociedade civil, parlamentares e acadêmicos –, a lei foi anulada pelo Tribunal com base na falta de quorum no momento da aprovação da lei.

  “Este é um grande dia para a justiça social”, disse o Diretor Executivo do UNAIDS, Michel Sidibé. “O Estado de Direito prevaleceu.”

  O UNAIDS clama pela proteção e segurança de todas as pessoas que procuram os serviços de saúde. Ainda que a homossexualidade continue a ser ilegal em Uganda, a anulação da lei poderá ter consequências positivas quanto à saúde pública. Estudos revelam que, quando gays e outros homens que fazem sexo com homens enfrentam discriminação – incluindo abuso, encarceramento e repressão –, eles estão menos propensos a procurar serviços de testagem de HIV, prevenção e tratamento.

  “O Presidente Yoweri Museveni havia pessoalmente me revelado que quer que Uganda acelere sua resposta à AIDS, para assim garantir que todas as pessoas tenham acesso a serviços vitais”, disse Sidibé.

  O UNAIDS apela a todos os governos ao redor do mundo que protejam os direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais por meio da revogação de leis criminais contra a prática sexual consensual entre adultos do mesmo sexo; da implementação de leis para proteger as pessoas de violência e discriminação; da promoção de campanhas que visem à eliminação da homofobia, lesbofobia e transfobia; e da garantia de acesso a serviços de saúde, incluindo à prevenção, ao cuidado e ao tratamento.

 

UNAIDS E PARCEIROS LANÇAM INICIATIVA PARA APRIMORAR O DIAGNÓSTIGO DE HIV

Ação pretende simplificar o acesso à testagem, ao mesmo tempo reduzindo os custos inerentes ao processo


MELBOURNE/GENEBRA, 28 de julho de 2014 — O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) uniu-se a parceiros globais e regionais para lançar a Iniciativa para Acesso ao Diagnóstico,que defende o aprimoramento da capacidade laboratorial para que todas as pessoas vivendo com HIV estejam vinculadas a tratamento de alta qualidade.

Entre os parceiros do UNAIDS na iniciativa estão a Organização Mundial da Saúde (OMS), o UNICEF, a Iniciativa para Acesso à Saúde de Clinton (CHAI), a Sociedade Africana de Medicina Laboratorial (ASLM), e o Plano de Emergência do Presidente dos EUA para o Alívio da AIDS (PEPFAR).

“Cerca de 19 milhões das 35 milhões de pessoas hoje vivendo com HIV não sabem que têm o vírus – e irão morrer por não o saberem”, afirmou o Diretor Executivo do UNAIDS, Michel Sidibé. “É por isso que temos de simplificar a testagem para o HIV, para que as pessoas possam iniciar o tratamento que irá salvar suas vidas o quanto antes”, reiterou.

A Iniciativa para Acesso ao Diagnósticopretende garantir que no mínimo 90% das pessoas vivendo com HIV conheçam o seu estado sorológico – além de assegurar que todas as pessoas em tratamento para HIV tenham acesso fácil a exames para monitorar a carga viral.

Para que o tratamento seja eficaz, é crucial que todas as pessoas que o acessam também monitorem a sua carga viral. Hoje, nos países mais afetados pela epidemia, a oferta de exames de rotina para monitorar a carga viral é insuficiente. As novas tecnologias para quantificar a carga viral prometem expandir o acesso ao exame – mas elas terão de ser também acessíveis e adequadamente implementadas.

“Para controlar a epidemia, é essencial que todas as pessoas tenham acesso a serviços laboratoriais de HIV de alta qualidade, tanto para o diagnóstico quanto para o monitoramento do tratamento. É fundamenta expandir, nos países, a capacidade de implementar o diagnóstico virológico para a identificação precoce de falhas no tratamento e de resistência à medicação – e para melhor impacto global dos programas de cuidados e tratamento de HIV”, disse a Embaixadora Deborah Birx, Coordenadora Global dos Estados Unidos para AIDS. “A Iniciativa para Acesso ao Diagnósticoé um passo importante para garantir uma melhor colaboração entre todos os doadores e stakeholders, para expandir o acesso e viabilizar a expansão estratégica dos serviços laboratoriais de HIV”, acrescentou.

Para garantir o diagnóstico precoce, é preciso simplificar os procedimentos laboratoriais e a disponibilidade de múltiplas ferramentas e estratégias para testagem—que devem ser integradas a outras campanhas comunitárias de saúde para a população.

“É essencial que as pessoas saibam se estão infectadas pelo HIV, e que as pessoas em tratamento saibam se os medicamentos estão de fato controlando o vírus”, disse o Diretor-Geral Adjunto da OMS, Dr. Hiroki Nakatani. “Já que as tecnologias de diagnóstico mudam rapidamente, e os nossos Estados-Membros precisam de orientação sobre como usá-las, a OMS irá desempenhar um papel-chave nessa iniciativa”, afirmou.

O tratamento do HIV é eficaz para reduzir as doenças relacionadas com a infecção e as mortes associadas à AIDS. Também ajuda a prevenir novas infecções pelo HIV, por reduzir drasticamente a quantidade de vírus no organismo e, portanto, diminuir o risco de transmissão.

“A Iniciativa para Acesso ao Diagnósticochama atenção para a importância de desenvolver tecnologias novas e acessíveis para o diagnóstico da carga viral e do HIV em crianças – valendo-se da estrutura laboratorial que já temos”, disse o presidente da ASLM, Dr. Tsehaynesh Messele. “O uso eficaz de tecnologias existentes e novas para diagnóstico infantil e de carga viral exigirá fortalecimento da capacidade laboratorial, bem como planejamento estratégico para garantir que sejam utilizadas no seu potencial máximo”, afirmou.

Os parceiros na Iniciativa para Acesso ao Diagnóstico vão defender o maior financiamento para os serviços laboratoriais e para o desenvolvimento de novas ferramentas de diagnóstico. Ademais, pretendem também intensificar os esforços para garantir que os serviços de diagnóstico sejam da mais alta qualidade – além de estabelecer parcerias bem coordenadas para fechar as lacunas existentes no acesso ao diagnóstico.

Leia o discurso do Diretor Executivo do UNAIDS, Michel Sidibé, na cerimônia de abertura da XX Conferência Internacional de AIDS (#AIDS2014).

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CERIMÔNIA DE ABERTURA HOMENAGEIA DELEGADOS VÍTIMAS DO ACIDENTE AÉREO E PEDE PELO FIM DA AIDS ATÉ 2030

MELBOURNE, 22 de julho de 2014 – A 20ª Conferência Internacional de AIDS foi aberta no último domingo, 20 de julho, em Melbourne, na Austrália, com uma contundente e poderosa série de depoimentos por importantes nomes da resposta global ao HIV.

A cerimônia foi dedicada à memória das vítimas perdidas na trágica queda de um avião da Malaysian Airlines na Ucrânia. Muitos dos passageiros estavam a caminho da conferência. A presidente da Sociedade Internacional de AIDS e ganhadora do Prêmio Nobel Françoise Barré-Sinoussi fez uma homenagem aos amigos e colegas que faleceram no incidente aéreo. “Dedicamos a AIDS 2014 a eles; lembraremos o seu legado e os manteremos em nossos corações”, disse.

Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS, fez um discurso inspirador pedindo o fim da epidemia de AIDS até 2030 – e destacou a necessidade de um novo plano, para não deixar ninguém para trás. “Agora, mais do que nunca, temos de concentrar nossos recursos limitados nos lugares onde ocorrem a maioria das infecções e onde a maioria das pessoas morrem”, disse. “O mundo precisa de um novo plano para os 15 países que representam 75% das novas infecções por HIV”, completou.

 

O mestre de cerimônias e Embaixador da Boa Vontade do UNAIDS James Chau guiou os palestrantes pela cerimônia de abertura. Chau deu uma recepção calorosa a Ayu Oktariani, uma jovem vivendo com HIV da Indonésia – que, por sua vez, falou de forma contundente sobre os desafios que enfrenta no dia a dia. “Viver com HIV não é fácil”, desabafou Oktariani – acrescentando que “não se trata apenas do HIV; há também o julgamento das pessoas sobre o meu comportamento sexual”. Ela falou sobre as atitudes discriminatórias de alguns profissionais de saúde e da falta de informação sobre a saúde sexual e reprodutiva. “Muitos de nós temos HIV porque não tínhamos os meios ou as informações para nos protegermos”, disse.

Co-presidente da AIDS 2014, a pesquisadora Sharon Lewin lembrou aos participantes o quão importante a conferência é para a Austrália e para o mundo. O Premier do estado de Victoria, Denis Napthine, concordou: “Esta conferência é sobre acelerar o ritmo, sobre fazer a diferença e tornar o mundo um lugar melhor”, disse.

A aborígene Joy Wandin Murphy deu as boas vindas à Austrália a todos os participantes. Murphy falou sobre as lutas que o país enfrentou no passado e salientou a importância da tolerância e da aceitação. “Se compreendermos uns aos outros, poderemos viver em harmonia, e, se o fizermos, poderemos eliminar o estigma e a discriminação para que todos possamos viver juntos”, disse.

A palestra-memorial Jonathan Mann foi proferida pelo juiz Michael Kirby, que enfatizou fortemente a importância da igualdade e da justiça para todos. Kirby falou sobre as consequências negativas das leis punitivas e sobre o impacto devastador que elas podem ter sobre as pessoas vivendo com e afetadas pelo HIV – e enfatizou que “a lei e as políticas devem se tornar parte da solução e não parte do problema da AIDS”.

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Abbott, participaram por meio de mensagens gravadas em vídeo, expressando sua tristeza por todos os que morreram no vôo MH17 e encorajando os participantes a aproveitarem a oportunidade da conferência para avançarem na resposta e pôr fim à epidemia de AIDS.

O vice-Primeiro-Ministro da Austrália, Warren Truss, declarou que – como parte da agenda pós-2015 – a Austrália sairá em busca de um ambicioso compromisso para acabar com a AIDS. O evento foi encerrado com um concerto de Dan Sultan.

A 20ª Conferência Internacional de Aids está sendo realizada entre os dias 20 e 25 de julho em Melbourne, na Austrália. Os delegados vão analisar e apresentar as últimas descobertas científicas – bem como as inovações e os desafios sociais e estruturais – da resposta à AIDS.

UNAIDS em choque por perda trágica

MELBOURNE/GENEBRA, 18 de julho de 2014 — O UNAIDS expressa profundo pesar pela perda dos passageiros e tripulação do voo MH17, que caiu no leste da Ucrânia nesta quinta-feira, 17 de julho de 2014.

Apesar dos detalhes ainda não estarem claros, presume-se que muitos dos passageiros estavam a caminho da Conferência Internacional de AIDS em Melbourne, Austrália.

Entre as pessoas que perderam suas vidas neste trágico incidente estão acadêmicos, profissionais de saúde e ativistas da resposta à AIDS que estavam a caminho do encontro internacional de especialistas e entusiastas da causa. Nesta tragédia, as Nações Unidas perdeu um colega da Organização Mundial da Saúde.

Outra vítima confirmada foi o professor Joep Lange, ex-presidente da Sociedade Internacional de AIDS (International AIDS Society – IAS). Desde o início, o professor Lange foi um dos líderes no campo do HIV e trabalhou incessantemente para ampliar o acesso aos medicamentos antirretrovirais ao redor do mundo. 

“Estamos nos preparando para receber notícias sobre as mortes de outras pessoas que trabalharam na resposta à AIDS,” disse Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS. “A família UNAIDS está em profundo choque. Nossos sentimentos vão para as famílias de todas as vítimas deste acidente trágico. As mortes de tantas pessoas comprometidas na luta contra o HIV serão uma grande perda para a resposta à AIDS."

O UNAIDS solidariza-se com as famílias, amigos e colegas de todos que pereceram nesta tragédia. 


RELATÓRIO GLOBAL DO UNAIDS REVELA QUE 19 MILHÕES DAS 35 MILHÕES DE PESSOAS QUE HOJE VIVEM COM HIV NÃO SABEM QUE TÊM O VÍRUS

Na África subsaariana, quase 90% das pessoas que sabem que têm HIV estão em tratamento; será necessário ampliar as ações de forma estratégica para acabar com a epidemia de AIDS até 2030.

Genebra, 16 de julho de 2014 – Um novo relatório do UNAIDS destaca que 19 milhões das 35 milhões de pessoas que hoje vivem com HIV no mundo não sabem que têm o vírus.

“A vida não deve depender do acesso a um teste de HIV”, disse o Diretor Executivo do UNAIDS, Michel Sidibé. “Ampliar as ações de forma estratégica é crucial para diminuir a distância entre as pessoas que sabem e as que não sabem que têm HIV, entre as que têm acesso a serviços e as que não o têm – bem como entre as que são protegidas e as que são discriminadas”, completou.

O relatório Gap (que significa “lacuna” em inglês) do UNAIDS revela que, quando descobrem que têm HIV, as pessoas buscam o tratamento que vira a salvar suas vidas. Na África subsaariana, quase 90% das pessoas portadoras do HIV estão em tratamento antirretroviral (ART). Pesquisas mostram que, na mesma região, 76% dos indivíduos em ART alcançaram a supressão do vírus – o que significa que a possibilidade de transmissão para seus parceiros sexuais é pouco provável. Novas análises demonstram que, para cada aumento de 10% na cobertura de tratamento, há uma redução de 1% em novas infecções pelo HIV.

O relatório ressalta que os esforços para ampliar o acesso a ART estão dando certo. Em 2013, mais 2.3 milhões de pessoas passaram a ter acesso aos medicamentos, elevando o número global de indivíduos recebendo ART para cerca de 13 milhões em 2013. O UNAIDS estima que, até julho de 2014, cerca de 14 milhões de pessoas estarão acessando ART.

"Se acelerarmos todas as ações de enfrentamento ao HIV até 2020, estaremos no caminho certo para acabar com a epidemia até 2030", disse Sidibé. "Se não o fizermos, corremos o risco de aumentar significativamente o tempo que levaríamos para atingir essa meta – adicionando a ele ao menos mais uma década."

Se o mundo conseguir dar fim à epidemia até 2030, serão evitadas 18 milhões de novas infecções por HIV e 11,2 milhões de mortes relacionadas à AIDS entre 2013 e 2030.

O fim da epidemia – O relatório Gap revela que 15 países respondem por mais de 75% dos 2,1 milhões de novas infecções por HIV que ocorreram em 2013. O relatório conclui que – em todas as regiões do globo – a maior carga da epidemia recai sempre sobre três ou quatro países. Na África sub-saariana, apenas três países – Nigéria, África do Sul e Uganda – respondem por 48% de todas as novas infecções por HIV.

Entretanto, o relatório revela ainda que países inteiros estão sendo deixados para trás: por exemplo, a República Centro-Africana, a República Democrática do Congo, a Indonésia, a Nigéria, a Federação Russa e o Sudão do Sul estão enfrentando a ameaça tripla da alta carga de HIV, da baixa cobertura de tratamento e de nenhum ou pouco declínio no número de novas infecções.

O relatório Gap do UNAIDS – o primeiro a fazer este tipo de estudo – enfatiza a importância do enfoque na localização geográfica e nas populações, por meio de uma análise regional aprofundada da epidemia e da análise de 12 populações mais vulneráveis ao vírus. O documento investiga as razões para a crescente lacuna entre as pessoas que têm acesso a prevenção, tratamento, cuidados e apoio, e as que estão sendo deixadas para trás – e revela que a chave para dar fim à epidemia de AIDS  é focar nas populações mais vulneráveis.

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Estima-se que a prevalência de HIV seja 28 vezes maior entre pessoas que usam drogas injetáveis; 12 vezes maior entre os profissionais do sexo; e até 49 vezes maior entre transexuais femininas quando comparado ao restante da população adulta. Na África subsaariana, meninas adolescentes e mulheres jovens respondem por uma em cada quatro novas infecções por HIV. O relatório Gap analisa por que certas populações não acessam serviços de saúde e reitera a necessidade urgente de atender às suas necessidades específicas.

"Não daremos fim à AIDS sem colocarmos as pessoas em primeiro lugar; sem garantir que quem vive com a epidemia e quem é afetado por ela se tornem parte de um novo movimento", disse Sidibé. "Sem uma abordagem centrada nas pessoas, não iremos muito longe na era pós-2015", acrescentou.

O relatório Gap mostra que é ao mesmo tempo essencial e possível ir além da abordagem com foco em nível nacional. Ao levar em consideração que países e regiões abrigam epidemias múltiplas e variadas, o relatório ressalta que possuir metas nacionais e sólidas políticas públicas facilita a abordagem de microepidemias complexas com soluções locais contextualizadas, que facilitam o acesso das pessoas a melhores serviços de saúde. O documento observa que as cidades e as comunidades terão um papel cada vez mais importante na ampliação de ações efetivas de combate ao HIV.

Por outro lado, o relatório também revela que a carência de dados sobre as pessoas mais afetadas pelo HIV, o estigma e a discriminação generalizados, os ambientes legais punitivos, as barreiras ao engajamento popular e a falta de investimentos em programas localmente contextualizados estão atrasando as soluções. O documento confirma que os países que ignoram a discriminação e toleram as desigualdades não irão atingir o seu pleno potencial, e poderão enfrentar as graves consequências financeiras e de saúde pública que resultam de sua inércia. O relatório sublinha que a igualdade de acesso a serviços de HIV de qualidade é um imperativo dos direitos humanos e da saúde pública.

Esperança e lacunas – O UNAIDS relata os menores níveis de novas infecções por HIV nesse século: 2,1 milhões [1.9 – 2.4 milhões]. Nos últimos três anos, as novas infecções caíram 13%.

Estima-se que, em todo o mundo, 35 milhões de pessoas viviam com HIV no fim de 2013. As mortes relacionadas com a AIDS atingem agora os seus menores números desde o pico em 2005: caíram 35%. A tuberculose continua a ser a principal causa de morte entre as pessoas que vivem com HIV.

Novas infecções por HIV entre crianças caíram 58% desde 2001, e pela primeira vez estavam abaixo de 200 mil nos 21 países mais afetados da África.

De acordo com o relatório Gap, o maior número de pessoas vivendo com HIV encontra-se na África subsaariana: 24.7 milhões [23.5 milhões – 26.1 milhões]. A Ásia e o Pacífico abrigam a segunda maior população de pessoas vivendo com HIV, em um número estimado de 4,8 milhões [4.1 – 5.5 milhões].

A maior porcentagem de pessoas que vivem com HIV em tratamento encontra-se na Europa Ocidental e na América do Norte, com 51% [39-60%], e na América Latina, com 45% [33-51%]. Porém, a menor cobertura está no Oriente Médio e no Norte da África, com apenas 11% [8-16%].

O Caribe é a região onde as novas infecções por HIV mais caíram: 40% desde 2005. Contudo, desde o mesmo ano, as novas infecções por HIV aumentaram 8% na Europa Ocidental e na América do Norte; 7% no Oriente Médio e Norte da África; e 5% na Europa Oriental e na Ásia Central.

Percebeu-se que as mortes relacionadas à AIDS cresceram vertiginosamente no Oriente Médio e no Norte da África, em 66%. As outras regiões onde as mortes relacionadas à AIDS estão crescendo são a Europa Oriental e a Ásia Central: aumentaram 5% entre 2005 e 2013.

O relatório Gap sublinha que, para diminuir a lacuna entre as pessoas que tem acesso aos serviços de saúde e as que não o têm exigirá pesquisa e inovação, associadas a leis de proteção que promovem a liberdade e a igualdade para todas as pessoas. Para que o fim da epidemia seja alcançado até 2030, será necessário o crescente comprometimento da comunidade global e dos países mais afetados para com a continuidade dos investimentos que retornaram resultados notáveis ​​ao longo dos últimos dez anos.

Em 2013, estima-se que:
35 milhões [33.2 – 37.2 milhões] de pessoas no mundo viviam com HIV
2,1 milhões [1.9 milhão – 2.4 milhões] de pessoas foram infectadas pelo HIV
1,5 milhão [14 milhões – 1.7 milhões] de pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS

 

Saiba mais:
http://www.unaids.org/en/resources/campaigns/2014/2014gapreport/

 

Brasil, Camarões, China, Índia, Indonésia, Quênia, Moçambique, Nigéria, Rússia, África do Sul, Uganda, Tanzânia, EUA, Zâmbia e Zimbábue.


RECIFE ABRAÇA O PROTEJA O GOL DURANTE A COPA

Capital pernambucana leva adiante as ações da campanha em dias de jogo do Brasil ou na cidade


Foto: Renato Oliveira/MS

Com costumeira hospitalidade, Recife recebeu de braços abertos as diversas ações da Proteja o Gol na cidade. Durante a Copa do Mundo – e em parceria com o Programa Estadual DST/AIDS de Pernambuco –, a campanha do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) está mobilizando a capital pernambucana em torno da maior meta da organização: alcançar a visão de zero nova infecção por HIV, zero discriminação e zero morte relacionada à aids.

Assim com nas outras 11 cidades-sede da Copa, em Recife a campanha está promovendo ações de prevenção e testagem ao longo da duração do evento – oferecendo testagem rápida para detecção do HIV em uma unidade móvel na Rua Madre de Deus, próximo à Fan Fest, na saída da Rua da Moeda, nos dias de jogos na cidade ou do Brasil. Os testes são realizados dentro do trailer, para garantir a privacidade de quem é atendido. A campanha também distribui preservativos e dissemina informações sobre HIV/AIDS entre os residentes e turistas que vêm lotando o estádio Itaipava Arena Pernambuco e arredores.

“Apesar da chuva, que tem atrapalhado um pouco as nossas ações, a procura por elas tem sido muito grande”, comemora François Figueiroa, coordenador do Programa DST/Aids – observando que, na capital pernambucana, o sucesso da campanha já era esperado: “Recife tem muita tradição quanto a esse tipo de trabalho”.

A iniciativa Proteja o Gol é fruto de uma parceria do UNAIDS com o Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA), o Ministério da Saúde, a Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República e os governos estaduais e municipais. A campanha também conta com o apoio da Embaixada da França; da Foundation for AIDS Research (amfAR); da Editora Abril; do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge); da Escola Paulista de Propaganda e Marketing (ESPM).

 

CONTATO
UNAIDS Brasil:
Grace Perpetuo, tel. +55 61 9968 6541 graceperpetuo@gmail.com
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PROTEJA O GOL AVANÇA NA BAHIA

Capital baiana celebra o sucesso da campanha abrindo frentes em bairros e Porto Seguro


Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A cidade de Salvador foi escolhida como palco para o lançamento da Proteja o Gol no último dia 9 de junho, em grande festae agora dá provas da vitalidade com que abraçou a campanha global do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) ao lançar-se em diversas novas frentes de ação.

“Os trabalhos continuam na Fan Fest, em todos os dias de jogo, na Barra, mas ampliamos a campanha em Salvador ao entorno da Arena Fonte Nova – onde ocorrem os jogos – e aos bairros do Pelourinho e da Plataforma, além de à cidade de Porto Seguro”, explica a coordenadora do Programa Estadual de DST/AIDS do Governo do Estado da Bahia, Jeane Magnavita. O Governo da Bahia, assim como o Município de Salvador, são parceiros da Proteja o Gol.

Assim como nas outras 11 cidades-sede da Copa do Mundo, em Salvador a campanha está promovendo ações de prevenção e testagem ao longo da duração do evento – oferecendo testes rápidos e gratuitos para detecção do HIV em um ônibus na Rua Marques de Leão, na Barra, com equipes da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Os testes são realizados no interior da unidade móvel, garantindo a privacidade. A campanha também distribui preservativos, camisetas e bandanas e dissemina informações sobre HIV/AIDS entre residentes e turistas. “No início, os estrangeiros eram um pouco mais resistentes, mas a campanha está ocorrendo com muito sucesso”, comemora Jeane.

O consultor do UNAIDS Javier Angonoa destaca também o trabalho dos agentes comunitários da Secretaria Municipal de Saúde que estão participando da mobilização: “Eles são extremamente bem treinados, e sua presença demonstra a boa integração da campanha com as ações rotineiras do Sistema Único de Saúde”, observa.

A campanha também conta com o apoio da sociedade civil, Rede Jovem, RNP+, MNCP+, Fobong e Gapa Bahia, entre outros. “Mesmo com recursos reduzidos, o movimento não deixa de fazer seu papel social de prevenção das DSTs e HIV, invadindo as ruas de Salvador”, afirma Rafael Myranda, da Rede Estadual de Jovens vivendo e convivendo com HIV/AIDS.

A iniciativa Proteja o Gol integra os esforços do UNAIDS rumo à sua grande meta: alcançar a visão de zero nova infecção por HIV, zero discriminação e zero morte relacionada à aids – e é fruto de sua parceria com o Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA), o Ministério da Saúde, a Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República, o Governo da Bahia e a Prefeitura de Salvador. A campanha também conta com o apoio da Embaixada da França; da Foundation for AIDS Research (amfAR); da Editora Abril; do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge); da Escola Paulista de Propaganda e Marketing (ESPM).

PRESIDENTE APOIA CAMPANHA PROTEJA O GOL

Dilma Rousseff assinou nesta semana a bola-símbolo, que atravessou continentes mobilizando países na luta contra a AIDS.


Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Brasília, 11 de junho de 2014—Em uma forte demonstração de sua adesão à campanha, a presidente Dilma Rousseff assinou a bola-símbolo da campanha na última terça-feira, 10 de junho. A assinatura ocorreu em cerimônia no Palácio do Alvorada, na presença do Diretor Executivo do Programa das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Michel Sidibé; do Diretor Executivo Adjunto do UNAIDS, Luiz Loures; do Secretário Nacional de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa; e de Ndaba e Kweku Mandela, netos do líder sul-africano e porta-vozes da campanha.

A bola-símbolo da Proteja o Gol partiu da África do Sul – país que sediou a Copa do Mindo da FIFA de 2010 – e já atravessou continentes, angariando adesões à campanha. Antes de chegar ao Brasil, foi assinada pelos chefes de estado da Argélia, Argentina, Camarões, Chile, Colômbia, Costa do Marfim, Costa Rica, Equador, Gana, Honduras, Nigéria e Uruguai. O Secretário-Geral das Nações Unidas (ONU) Ban Ki-moon e o Prêmio Nobel da Paz e Secretário-Geral da ONU Kofi Annan também já a assinaram.

LANÇAMENTO – A campanha Proteja o Gol foi lançada no dia 9 de junho, em Salvador, em uma grande cerimônia no Teatro Castro Alves – com a participação do Diretor Executivo do UNAIDS, Michel Sidibé; do Ministro da Saúde, Arthur Chioro; do Governador da Bahia, Jaques Wagner; e do Prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto.

“A cidade de Salvador será lembrada por esse momento histórico e por esse chamado de inclusão”, disse Michel Sidibé – afirmando que é preciso “focar nos direitos humanos e na inclusão social”. “Se deixarmos alguém para trás, isso significa que falhamos”, disse Sidibé. “Queremos chegar à zero discriminação”, reiterou.

Já o Governador da Bahia, Jaques Wagner, observou que as ações anuais de prevenção realizadas no estado são muito positivas, mas ganham em escopo com a campanha: “Na Copa, a visibilidade para esse tipo de ação é mundial”, disse, ressaltando a importância do evento para “chamar a atenção do público jovem quanto à importância da prevenção”.

Proteja o Gol é fruto de uma parceria do UNAIDS com o Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA), o Ministério da Saúde, a Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República, o Governo da Bahia e a Prefeitura de Salvador. A campanha também conta com o apoio da Embaixada da França; da Foundation for AIDS Research (amfAR); da Editora Abril; do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge); da Escola Paulista de Propaganda e Marketing (ESPM).

 


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MISSÃO DO UNAIDS VISITA SALVADOR

Delegação Internacional inicia a agenda de lançamento da Campanha Proteja o Gol

Brasília, 08 de junho de 2014—A programação foi iniciada com uma visita à comunidade do bairro da Liberdade e contou com a participação dos netos de Nelson Mandela, Kweku Mandela e Ndaba Mandela, e o Diretor Executivo do UNAIDS e Secretário-Geral Adjunto das Nações Unidas—Michel Sidibé, tendo como anfitriã a Vice-Prefeita de Salvador, Célia Sacramento. As atividades tiveram também a participação do Diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde (DDAHV), Fábio Mesquita.

Logo pela manhã, a delegação prestou homenagem à Nelson Mandela visitando um busto erigido em sua homenagem e inaugurando um painel de grafite pintado por jovens artistas locais com tema alusivo à luta contra a AIDS e ao líder sul-africano.
“Mandela foi um homem que não só lutou contra a discriminação e preconceito, mas também construiu as pontes entre as culturas, como nós estamos fazendo agora”, afirmou Michel Sidibé na cerimônia.

As atividades fizeram parte da agenda de lançamento da campanha Proteja o Gol, que acontecerá nesta segunda feira, no Teatro Castro Alves, com a presença do Ministro da Saúde, Arthur Chioro.
 “Aproveitamos a oportunidade da presença dos netos de Nelson Mandela para começarmos hoje a jornada de lançamento da campanha Proteja o Gol —de Soweto à Salvador, que levará ações de prevenção e testagem do HIV às doze cidades-sede da Copa do Mundo no Brasil,” explicou o diretor do DDAHV.

Em seguida, a missão do UNAIDS visitou o forte de Santo Antônio para conhecer o trabalho social dos grupos de capoeira Angola Pelourinho e a Escola de Capoeira de Angola.

PROTEJA O GOL
A campanha Proteja o Gol é liderada pelo UNAIDS e visa mobilizar os jovens e os fãs de futebol na resposta à AIDS, promovendo a visão de zero nova infecção por HIV, zero discriminação e zero morte relacionada à AIDS.

Com a parceria fundamental dos governos estaduais e das municipalidades, a campanha irá distribuir mais de 2 milhões de presenvativos e 2 milhões de folhetos informativos nas 12 cidades-sede da Copa, além de disponibilizar testes rápidos gratuitos em unidades móveis nos Fan Fests.

A campanhaé fruto de uma parceria entre o UNAIDS, o UNFPA, o Ministério da Saúde, a Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República, o Governo da Bahia e a Prefeitura de Salvador.

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LEI BRASILEIRA PUNIRÁ DISCRIMINAÇÃO A PESSOAS VIVENDO COM HIV

Brasília, 03 de junho de 2014—A nova lei promulgada pela Presidente Dilma Rousseff determina pena de prisão, de um a quatro anos, e multa para quem “recusar, procrastinar, cancelar ou segregar a inscrição ou impedir que permaneça como aluno o portador de HIV em creche ou estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado. Negar emprego ou trabalho; Exonerar ou demitir de seu cargo ou emprego;
Segregar no ambiente de trabalho ou escolar; Divulgar a condição do portador do HIV ou de doente de aids, com intuito de ofender-lhe a dignidade; Recusar ou retardar atendimento de saúde”.

A nova lei brasileira é uma das pioneiras no mundo. Apesar dos avanços alcançados pelas pessoas vivendo com HIV no Brasil, elas ainda enfrentam níveis inaceitáveis de estigma e discriminação.

“A Presidente Dilma Rousseff demonstrou mais uma vez o seu compromisso com a garantia dos direitos das pessoas vivendo com HIV no país” – afirmou Georgiana Braga-Orillard, Diretora do UNAIDS no Brasil – “esta também é uma grande vitória da sociedade civil, que muito trabalhou para a criação da lei”.

O UNAIDS lançou no início de 2014, a campanha ‘Zero Discriminação’, que tem como meta combater atos discriminatórios que não permitam o exercício de uma vida plena, digna e produtiva. A discriminação é uma grave violação aos direitos humanos, além de ser ilegal, imoral, ofensiva e desumana.

Liderada pela porta-voz do UNAIDS para a Zero Discriminação e vencedora do prêmio Nobel da Paz, Daw Aung San Suu Kyi, a iniciativa consagrou o dia 1º de março como Dia de Zero Discriminação, buscando mobilizar jovens, comunidades, organizações religiosas e defensores dos direitos humanos, entre outros, para a promoção da inclusão e do respeito a esses direitos inalienáveis. A lei contra discriminação de pessoas vivendo com HIV promulgada pela Presidência da República do Brasil é um passo importante na direção de Zero Discriminação.

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UNAIDS E PARCEIROS LANÇAM CAMPANHA DE PREVENÇÃO À AIDS DURANTE A COPA

Lançamento global reunirá autoridades, sociedade civil e famosos em grande show em Salvador

Brasília, 30 de maio de 2014— No emblemático Teatro Castro Alves, o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/AIDS (UNAIDS)—em parceria com o Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA), o Governo da Bahia, a Prefeitura de Salvador e o Ministério da Saúde—lançará no dia 9 de junho a campanha Proteja o Gol, utilizando o poder de união do futebol para mobilizar os jovens na prevenção à AIDS.


Artistas, autoridades nacionais e globais, ativistas e famosos unirão suas vozes em apoio à campanha em uma solenidade que será conduzida pelo Diretor Executivo do UNAIDS e Secretário-Geral Adjunto das Nações Unidas, Michel Sidibé, e pelo Ministro da Saúde, Arthur Chioro—tendo como anfitriões o Governador do Estado da Bahia, Jaques Wagner, e o Prefeito da cidade de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto.

O evento também contará com a participação de Kweku e Ndaba Mandela, netos do líder sul-africano e prêmio Nobel da Paz Nelson Mandela, porta-vozes da campanha. A celebração contará com umshow de Mari Antunes e Babado Novo, e participação da Escola Olodum.

A campanha conta ainda com o apoio de celebridades do futebol como o jogador da seleção brasileira David Luiz; o ex-capitão da seleção alemã Michael Ballack; e o atacante Gervinho, da Costa do Marfim.

 

Campanha Proteja o Gol une continentes na luta contra a AIDS
Para simbolizar a união de dois continentes, uma bola da campanha partiu da África do Sul—país que sediou a Copa do Mundo da FIFA de 2010—rumo a todos os países africanos classificados para a Copa do Brasil. A turnê iniciou-se em março, quando o Presidente Jacob Zuma, da África do Sul, assinou a bola-símbolo da campanha no Estádio de Soccer City em Soweto, Joanesburgo, durante o amistoso entre o Brasil e a África do Sul. A bola foi então assinada pelos Chefes de Estado da Argélia, Camarões, Costa do Marfim, Gana e Nigéria.

A campanha mobilizou lideranças em países como Argentina, Equador, Guatemala, Honduras, Irã, Malásia, Mianmar e Uruguai, entre outros. O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, assinou a bola Proteja o Gol durante a reunião do Conselho de Diretores Executivos das Nações Unidas.

 

PROTEJA O GOL
A campanha Proteja o Gol é liderada pelo UNAIDS e visa mobilizar os jovens e os fãs de futebol na resposta à AIDS. A campanha promove a visão de zero nova infecção por HIV, zero discriminação e zero morte relacionada à AIDS.

Com a parceria fundamental dos governos estaduais e das municipalidades, a campanha irá distribuir mais de 2 milhões de presenvativos e 2 milhões de folhetos informativos nas 12 cidades-sede da Copa, além de disponibilizar testes rápidos gratuitos nos Fan Fests. Além das cidades-sede, também aderiram à campanha Aracaju, Porto Seguro, Ribeirão Preto e Santos, entre outras. As escolas do estado da Bahia também participam.

O Proteja o Gol é fruto de uma parceria entre o UNAIDS, UNFPA, o Ministério da Saúde, a Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República, o Ministério da Saúde, o Governo da Bahia e a Prefeitura de Salvador. A campanha também conta com o apoio da Embaixada da França, da Fundação AmfAR, da Editora Abril, da Universidade UNIJORGE, da Escola Paulista de Propaganda e Marketing (ESPM) e da Escola Olodum.

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Em solenidade no Rio, ONU pede ‘tolerância brasileira’ como modelo contra discriminação

Evento reuniu representantes das Nações Unidas e de governos, líderes religiosos e outros parceiros para pedir o respeito às diferenças e aos direitos humanos. Campanha é liderada pelo UNAIDS. Cerimônia contou com a participação de dois netos de Nelson Mandela.

Exemplo de tolerância: no destaque, o babalaô Ivanir dos Santos, liderança religiosa brasileira e integrante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro, durante um momento de celebração católica. Ele lembrou que o candomblé e a umbanda foram alvo mais uma vez de intolerância religiosa por parte de um juiz no Rio de Janeiro. Foto: UNIC Rio/Gustavo Barreto.

A ONU alertou nesta sexta-feira (23) para uma crise crescente em relação ao aumento da discriminação em todo o mundo, pedindo que a “tolerância brasileira” seja usada como modelo para combater o problema. Em parceria com a Arquidiocese do Rio de Janeiro e outros parceiros, a Organização promoveu uma solenidade na estátua do Cristo Redentor, tradicional ponto turístico da cidade.

Segundo o diretor executivo adjunto do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e secretário-geral adjunto da ONU, Luiz Loures, existe um progresso inquestionável em relação à resposta à epidemia de aids. “A questão não é mais o vírus. Nós temos a tecnologia, temos o conhecimento para levar essa epidemia ao fim. O que nos barra hoje é exatamente a discriminação e o estigma. E, neste momento, ela cresce”, disse.

Loures afirmou que existe uma “nova onda de discriminação” a nível mundial. “O que buscamos no Brasil não é só a visibilidade – os olhos do mundo estão no Brasil neste momento pela Copa do Mundo –, mas também a tolerância brasileira, com a tolerância dos brasileiros como uma lição para outros países e outras regiões do mundo onde essa tolerância é cada vez menor”, explicou.

A cerimônia é parte da campanha global ‘Zero Discriminação’ do UNAIDS – cujo objetivo é promover uma sociedade sem estigma – e da campanha ‘Somos Todos Iguais’, da Reitoria do Cristo Redentor e da Arquidiocese do Rio de Janeiro, que busca promover o respeito aos direitos humanos.

No Rio de Janeiro, o coordenador da campanha ‘Zero Discriminação’ é o mobilizador social Márcio Tadeu Ribeiro Francisco, professor das universidades do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Veiga de Almeida (UVA), ambas apoiadoras do evento. “A pior discriminação é a falta de respeito ao outro, e o Papa Francisco pede que nós usemos as redes sociais e os meios de comunicação para falar do amor ao próximo”, lembrou Márcio Tadeu.
“Brasil reflete muito do mundo”, diz neto de Mandela

O evento contou com a presença de dois netos de Nelson Mandela, Ndaba e Kweku Mandela. “Nós temos que nos manifestar contra a discriminação e temos, também, que nos envolver em programas nos quais possamos educar os jovens”, afirmou Ndaba, que fundou, ao lado de Kweku, a organização sem fins lucrativos “Africa Rising”, cujas ações são voltadas principalmente aos mais jovens com o objetivo de dar início a uma nova geração de africanos.

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“Hoje, nós estamos olhando para a discriminação contra a mulher. Quando há violência doméstica, quando um homem bate em uma mulher, ele pode ir para a cadeia. Por que, então, quando há discriminação contra os negros não há pena de prisão? Acho que precisamos de medidas mais severas para que possamos punir as pessoas que discriminam os outros, criminalizando a discriminação”, acrescentou Ndaba.

Na opinião de Kweku Mandela, há muitos tipos de discriminação em todo o mundo, particularmente contra as comunidades menores. “Precisamos aprender a tratar os outros como tratamos a nós mesmos”, afirmou. Segundo ele, usar essas mensagens simples e ampliá-las entre outras comunidades “é o caminho pelo qual vamos ser capazes de dar início à mudança”.

“[É importante falar sobre a discriminação] não só porque o Brasil sediará a Copa do Mundo, mas também porque o Brasil reflete muito do mundo. Há [no Brasil] muitas pessoas de diferentes culturas, origens, cores de pele diferentes. Se conseguirmos avançar aqui no Brasil, definitivamente podemos avançar em todo o mundo”, disse Kweku.

O arcebispo do Rio de Janeiro Dom Orani Tempesta, nomeado cardeal pelo Papa Francisco em fevereiro deste ano, também participou do encontro. “O mundo que nós desejamos e queremos é um mundo em que as pessoas possam transitar, ir e vir de tal maneira que não se sinta ameaçado pelo seu modo de pensar, pela sua religião, pelas suas ideias, pela doença que traz, mas seja uma vida em que a dignidade aconteça. É o conhecimento, é a fraternidade, é o amor ao próximo que faz a diferença”, disse.

Participaram da cerimônia, entre outras autoridades, Sônia Regina Gonçalves, representando as comunidades do Rio de Janeiro; o monsenhor Robert Vitillo, da Cáritas Internacional; o babalaô Ivanir dos Santos, da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro; o reitor do Cristo Redentor, padre Omar Raposo; o vigário episcopal para a Comunicação Social, cônego Marcos William Bernardo; representantes do Ministério da Saúde; entre outros representantes de esferas governamentais e da sociedade civil.

Sobre a campanha Zero Discriminação

 

A borboleta da campanha – símbolo de um processo de transformação – representa o compromisso em assumir um comportamento aberto à diversidade e à tolerânciaLançada pelo UNAIDS em 2014, a campanha ‘Zero Discriminação’ tem como meta combater estigma que impeça o direito a uma vida plena, digna e produtiva. Segundo a agência da ONU, a discriminação é uma grave violação aos direitos humanos, além de ser ilegal, imoral, ofensiva e desumana. A borboleta da campanha – símbolo de um processo de transformação – representa o compromisso em assumir um comportamento aberto à diversidade e à tolerância.

Liderada pela porta-voz do UNAIDS para a Zero Discriminação e vencedora do prêmio Nobel da Paz Daw Aung San Suu Kyi, a iniciativa consagrou o dia 1º de março como Dia de Zero Discriminação, buscando mobilizar jovens, comunidades, organizações religiosas e defensores dos direitos humanos, entre outros, para a promoção da inclusão e do respeito a esses direitos inalienáveis.


Acompanhe a campanha no Brasil pelos sites unaids.org.br e facebook.com/unaids.br

 

Acesso a medicamentos: desafios e oportunidades para os países em desenvolvimento

Genebra, 20 de maio de 2014 – Apesar das diferenças econômicas e culturais, os países membros do BRICS, um agrupamento de cinco economias emergentes – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – estão enfrentando desafios similares na área da saúde, incluindo acesso aos serviços de saúde e medicamentos, custos altos de saúde, doenças infecciosas, como HIV e tuberculose, e a crescente prevalência de doenças não transmissíveis

Na busca por soluções que viabilizem o acesso aos cuidados de saúde para milhões de pessoas, especialmente os mais vulneráveis, representantes dos BRICS e outros países de renda média se encontraram no dia 19 de maio, em Genebra, durante a 67ª Sessão da Assembleia Mundial da Saúde.

A reunião, patrocinada pela OMS, UNAIDS, UNITAID e PNUD, foi centrada para a identificação de estratégias e iniciativas com vista a superar as dificuldades no acesso às tecnologias farmacêuticas. Os participantes analisaram estratégias para manter e estender a cobertura dos programas de tratamento, de garantir a competição dentro do setor farmacêutico e as exceções em relação aos direitos de propriedade intelectual relacionados à saúde pública.

FMinistro Arthur Chioro e o Diretor Adjunto do UNAIDS, Luiz Loures.


Os países do BRICS têm um longo histórico de utilizar estratégias, como, por exemplo, o licenciamento compulsório, para atingir um equilíbrio na administração dos direitos de propriedade intelectual para saúde pública. Ao mesmo tempo, os membros do BRICS expressaram claramente que desejam colaborar para criar ambientes favoráveis para promoção das condições de acesso e preço dos produtos de saúde dentro do grupo e em outros países de renda média.

Citações
“Existe uma necessidade para um diálogo renovado no que diz respeito ao acesso a medicamentos e propriedade intelectual, de forma a garantir que ninguém seja excluído. O sucesso de um país significa o sucesso de muitos outros. O BRICS está em uma ótima posição de liderança.”.
Luiz Loures, Diretor Executivo Adjunto do UNAIDS

"Os países do BRICS devem trabalhar em conjunto com outros países em desenvolvimento para estabelecer fórmulas concretas de cooperação para acessar commodities e regulações.”.
Arthur Chioro, Ministro da Saúde do Brasil

"Pessoas podem ser mortas por armas biológicas, da mesma forma que também podem ser mortas pela falta de acesso a medicamentos; os resultados são os mesmos.”.
Aaron Motsoaledi, Ministro da Saúde da África do Sul

"Nós estabelecemos uma meta nacional para produzir 90% dos medicamentos vitais dentro da Rússia. Chamamos a atenção para que as companhias farmacêuticas internacionais participem, também, desse processo.”.
Oleg Salagay, Diretor Adjunto do Departamento de Assuntos Públicos e Relações Exteriores da Rússia.

"Nós devemos trabalhar juntos para proteger a flexibilidade plena do Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual (TRIPS), e podemos acionar a sociedade internacional para apoiar os esforços dos países.”.
Sh. C. K .Mishra, Secretário Adicional de Cooperação Internacional/Saúde Internacional do Ministério da Saúde e Bem Estar Familiar da Índia.

"Nós precisamos estabelecer programas de cooperação de pesquisa e desenvolvimento e inovações tecnológicas. Esperamos que a OMS e UNAIDS mantenham um papel significativo na promoção da cooperação Sul-Sul nessa área.”.
Zhang Yang, Diretor Adjunto de Cooperação Internacional da Comissão de Saúde Nacional e Planejamento Nacional da China.


UNAIDS e Parceiros Celebram o Respeito aos Direitos Humanos em Grande Solenidade no Cristo Redentor

Evento mobiliza vários setores da sociedade em prol dos direitos humanos e do combate a toda forma de discriminação

Sob os braços abertos do Cristo Redentor—símbolo de compaixão e solidariedade—, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e a Arquidiocese do Rio de Janeiro realizarão nesta sexta-feira, 23 de maio, uma grande solenidade para celebrar o respeito às diferenças e aos direitos humanos.

A cerimônia integra a campanha global Zero Discriminação do UNAIDS—empenhada em promover uma sociedade sem estigma—e a campanha Somos Todos Iguais, da Reitoria do Cristo Redentor e da Arquidiocese do Rio de Janeiro, igualmente dedicada a promover o respeito aos direitos humanos.  O evento conta também com o apoio das universidades do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Veiga de Almeida (UVA) e contará com a presença de representantes de diversas faces da sociedade.

A solenidade será conduzida pelo Diretor Executivo Adjunto do UNAIDS e Secretário-Geral Adjunto da ONU, Luiz Loures; pelo reitor do Cristo Redentor, Padre Omar Raposo; e pelo coordenador da Campanha Zero Discriminação no Rio de Janeiro, o professor e mobilizador social Márcio Tadeu Ribeiro Francisco.

Estarão presentes também o Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta; ministros e secretários de Estado; membros da Arquidiocese do Rio de Janeiro e do Ministério da Saúde; representante da Caritas internacional; representantes das agências da ONU; reitores da UVA, da UERJ e da PUC-Rio; e representantes da sociedade civil—além de celebridades como cantores, atores e jogadores de futebol.

ZERO DISCRIMINAÇÃO—Lançada pelo UNAIDS em 2014, a campanha Zero Discriminação tem como meta combater estigma que impeça o direito a uma vida plena, digna e produtiva.

A discriminação é uma grave violação aos direitos humanos. É ilegal, imoral, ofensiva e desumana. A borboleta da campanha—símbolo de um processo de transformação—representa o compromisso em assumir um comportamento aberto à diversidade e à tolerância.

Liderada pela porta-voz do UNAIDS para a Zero Discriminação e vencedora do prêmio Nobel da Paz Daw Aung San Suu Kyi, a iniciativa consagrou o dia 1º de março como Dia de Zero Discriminação—buscando mobilizar jovens, comunidades, organizações religiosas e defensores dos direitos humanos, entre outros, para a promoção da inclusão e do respeito a esses direitos inalienáveis. Após grande repercussão nas redes sociais, o UNAIDS está desenvolvendo diversas ações para mobilizar a população e incentivar a tolerância—entre elas a solenidade no Cristo Redentor.

Saiba mais sobre a campanha global em:
http://www.unaids.org/en/resources/campaigns/20131126zerodiscrimination/
https://www.facebook.com/zerodiscrimination

EVENTO:  ZERO DISCRIMINAÇÃO - SOMOS TODOS IGUAIS

QUANDO: 23 de maio de 2014, a partir de 15h30
ONDE: Cristo Redentor, Rio de Janeiro

CONTATO
UNAIDS Brasil: Grace Perpetuo, tel. +55 (61) 9968-6541 / 9196-9232; graceperpetuo@gmail.com

 

No Dia da Conscientização sobre a Necessidade de Vacina contra HIV, o UNAIDS pede ampliação das ações para a busca de uma vacina contra o HIV.

Genebra, 18 de maio de 2014 – No Dia da Conscientização sobre a Necessidade de Vacina contra o HIV, o UNAIDS urge para que os esforços globais sejam ampliados na busca de uma vacina eficaz contra o HIV e para a aceleração do progresso na direção do fim da epidemia da AIDS.

“Mesmo que muitos avanços tenham sido conquistados na prevenção de novas infecções por HIV e na expansão de acesso ao tratamento, nós ainda não temos uma vacina eficaz contra o HIV”, afirma o Diretor Executivo da UNAIDS, Michel Sidibé. “Encontrar uma vacina é o impulso que necessitamos para atingir a visão de zero nova infecção por HIV.”

Nos últimos anos, importantes avanços foram alcançados na pesquisa da vacina contra o HIV. O ensaio clínico RV144, realizado na Tailândia publicado em 2009, mostrou que a vacina poderia reduzir a taxa de infecção do HIV em 31% e forneceu pistas importantes sobre como poderia funcionar uma vacina mais eficaz. Estudos de seguimento estão agora tentando aumentar o nível e a duração da proteção da vacina.

Avanços recentes para entender como o vírus se comporta e como o sistema imunológico responde têm aumentado consideravelmente a possibilidade de se encontrar uma vacina eficaz contra o HIV. Por exemplo, ensaios de vacinas em macacos conseguiram prevenir e eliminar a infecção pelo HIV. Garantir o financiamento para pesquisa da vacina ajudará a transformar conceitos promissores em vacinas eficazes e acessíveis contra o HIV.

“As pesquisas estão nos ajudando a chegar cada dia mais perto de uma vacina contra o HIV, graças à tenacidade dos cientistas e ao apoio de muitos doadores e de comunidades”, afirma Margie McGlynn, Presidente e Diretora Executiva da Iniciativa Internacional da Vacina da AIDS. “Apenas com compromissos duradouros nós poderemos progredir de esforços promissores para o desenvolvimento de possíveis vacinas contra o HIV”.

17 de Maio, Dia Contra a  Homofobia e a Transfobia: Reforçar os compromissos
Mensagem Conjunta dos Diretores Regionais das Nações Unidas para o Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia

Os diretores reconhecem os avanços legislativos e as políticas públicas que têm sido realizados em vários  países da região no que se refere a promoção e a garantia dos direitos humanos das pessoas LGBTI. Contudo, manifestam sua preocupação com o estigma e a discriminação em função da orientação sexual e da identidade de gênero, que ainda existem na sociedade e que são causa de sofrimento, abusos e mortes.  O estigma e a discriminação são também as principais barreiras para atingir o acesso universal aos serviços de educação, saúde, justiça e oportunidades de trabalho, prejudicando todo esforço para o desenvolvimento social.

Os diretores convidam os líderes políticos e as comunidades a trabalharem pela erradicação das práticas sociais discriminatórias mediante a revisão e a aprovação das leis e normas, assim como a implantação de programas para atingir o cumprimento dos direitos humanos e a conscientização da sociedade. Esse convite tem por base os princípios orientadores contidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas e nos instrumentos internacionais de proteção aos Direitos Humanos assinados por países latinoamericanos, os quais os estabelecem como universais, inalienáveis, indivisíveis e interdependentes  e garantem a igualdade e a não discriminação. 

O respeito à orientação sexual e identidade de gênero é parte fundamental da liberdade e dignidade das pessoas. Somente promovendo cotidianamente a pluralidade será possível construir uma sociedade mais justa e igualitária, respeitadora da diversidade e de todos os seres humanos.

Àqueles que são lésbicas, gays, bissexuais, travestis ou transsexuais, deixem-me dizer: vocês não estão sozinhos. Sua luta para acabar com a violência e a discriminação é compartilhada. Qualquer ataque a vocês é um ataque contra os valores universais das Nações Unidas, e jurei defendê-los e protegê-los. Hoje estou com vocês e convido todos os países e povos a estarem juntos conosco."  Ban Ki Moon.


Cidade do Panamá
Panamá
17 de Maio de 2014

 

Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia
Mensagem do Diretor Executivo do UNAIDS, Michel Sidibé

Genebra, 15 de Maio 2014 – “Ser livre não é apenas uma questão de retirar as correntes que nos prendem, mas de viver de uma forma que respeite e fortaleça a liberdade dos outros.”

Nelson Mandela nos lembra de que a dignidade de cada um de nós só pode prosperar se respeitarmos a liberdade de todos.

Nós devemos respeitar a liberdade de todos de amar quem queiram e de expressar quem são. Pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexuais (LGBTI) tem demonstrado uma imensa coragem e estão provocando uma transformação social.

A criminalização das pessoas LGBTI coloca comunidades inteiras em risco. Ela mantém aqueles que necessitam de prevenção e de tratamento fora do alcance das intervenções que podem salvar vidas.

É ultrajante que em 2014, quando dispomos de todos os meios necessários para vencer a AIDS, ainda estejamos lutando contra o preconceito, o estigma, a discriminação e as leis homofóbicas em 78 países ao redor do mundo. Não apenas nas ruas, mas também nos tribunais, nas salas de aula e nos serviços de saúde.

Estigma e discriminação baseados na orientação sexual e na identidade de gênero levam a novas infecções pelo HIV.

Nós somente poderemos ser livres quando respeitarmos a liberdade de nossos irmãos e irmãs LGBTI.

Caminhemos juntos a estrada rumo à liberdade.

Neste Dia Internacional Contra a Homofobia e a Transfobia, peço a todos que se unam à transformação para atingir nossa visão de zero nova infecção por HIV, zero discriminação e zero morte relacionada à AIDS.

CONTATO
UNAIDS Brasil: Jessyca Zaniboni, tel. +55 61 3038 9228 zanibonij@unaids.org

 

Diretor Executivo do UNAIDS participa da Conferência “Fazendo da AIDS história: da ciência à solução”, da Fundação para Pesquisa da AIDS (amfAR)

Washington, D.C., 2 de maio de 2014 – O Diretor Executivo do UNAIDS, Michel Sidibé, discursou durante a conferência da Fundação para Pesquisa da AIDS, amfAR, em Washington, D.C.. A conferência “Fazendo da AIDS história: da ciência à solução” reuniu líderes de governos e especialistas de pesquisa, políticas e ações estratégicas para dar continuidade ao enorme progresso já feito na resposta ao HIV e desenvolver um roteiro para superar a epidemia da AIDS.

“Um grande progresso já foi atingido até o momento – mas ainda há muito que precisa ser feito”, afirmou Deborah Birx, Embaixadora Especial e Coordenadora das atividades do Governo dos Estados Unidos para combater o HIV/AIDS. “Estamos em um momento crítico, em que a trajetória da epidemia pode ser redefinida.”, completa.

Nesse sentido, Michel Sidibé destacou que a resposta à AIDS serviu como catalisador na transformação do modelo financeiro para o desenvolvimento e para a saúde global. “A resposta à AIDS nos permitiu alterar o paradigma do financiamento do desenvolvimento e, atualmente, estamos contribuindo mais significativamente para auxiliar os países na implementação de investimentos estratégicos que irão maximizar o impacto de cada dólar investido.”, disse o Diretor Executivo do UNAIDS.

FDiretor Executivo do UNAIDS, Michel Sidibé, (Segundo da esquerda para a direita) discursou durante a Conferência da amfAR (Fundação para Pesquisa da AIDS).


Michel Sidibé também chamou atenção para o amplo e crescente apoio dado pelo governo dos Estados Unidos. Segundo ele, “se não tivermos a coragem e liderança para garantir que todos tenham acesso a serviços essenciais – incluindo para as populações-chave de mulheres jovens e adultas, homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas que usam drogas, pessoas em privação de liberdade e migrantes – não será possível superar a epidemia”.

Durante a conferência, o designer e membro do conselho diretor da amfAR, Kenneth Cole, anunciou a iniciativa “Contagem Regressiva para a Cura”, que tem como objetivo arrecadar mais 100 milhões de dólares para pesquisa em busca da cura da AIDS. “Estou envolvido no ativismo contra a AIDS há quase 30 anos e, até então, nunca havia visto tanto otimismo no mundo de pesquisa sobre o assunto. Nós estamos mais próximos do que nunca da cura do HIV, pois muitas descobertas foram feitas nos últimos anos. No entanto é primordial que o compromisso se mantenha, de forma que os objetivos sejam alcançados utilizando os recursos disponíveis para apoiar os esforços necessários para descobrir uma vacina e a cura.”

Outros palestrantes da conferência incluiram: Douglas Brooks, Diretor do Escritório para Políticas Nacionais para AIDS da Casa Branca; Paul Framer, Co-fundador dos Parceiros na Saúde e Diretor do Departamento de Saúde Global e Medicina Social da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard; Anthony Fauci, Diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos; Gabriela Isler, Miss Universo 2013; Jim Kim, Presidente do Banco Mundial e diversos membros do Congresso americano.

 

Estrela do futebol brasileiro, David Luiz é nomeado Embaixador Internacional de Boa Vontade do UNAIDS

Com a aproximação da Copa do Mundo 2014, UNAIDS potencializa poder de união do futebol.

David Luiz, novo Embaixador Internacional de Boa Vontade do UNAIDS, e Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS.

Brasília, 16 de abril de 2014 – Na reta final para a Copa do Mundo da FIFA no Brasil, que tem início em junho, o vice-capitão da Seleção Brasileira de Futebol, David Luiz, foi nomeado Embaixador Internacional de Boa Vontade do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/aids (UNAIDS).

David Luiz apoiará o UNAIDS promovendo iniciativas de sensibilização relacionadas ao HIV/aids e de promoção de direitos humanos. O novo Embaixador contribuirá também para a mobilização de fãs de futebol ao redor do mundo, em especial jovens, por meio de mensagens que promovam o fim da discriminação, destacando a importância da prevenção do HIV e do acesso ao tratamento para pessoas vivendo com o vírus.

“Estou convencido de que a dedicação e compaixão com as quais David Luiz vai exercer o trabalho terão um grande impacto ao alcançar milhões de jovens”, declarou o Diretor Executivo do UNAIDS, Michel Sidibé. “No futebol, os jogadores se unem para atingir resultados. Da mesma forma, como um time, devemos nos unir para alcançar a meta de zero nova infecção por HIV. Durante a Copa do Mundo, o Brasil será o centro de todas as atenções, e David Luiz vai ser uma inspiração dentro e fora de campo.”

“É uma honra imensa ser um embaixador global para o UNAIDS, e pretendo usar minha posição para comunicar sobre como superar a aids no mundo”, disse David Luiz. “O mundo estará olhando para o meu país para assistir futebol de excelência durante a Copa do Mundo, e essa é sem dúvida uma ótima oportunidade para o UNAIDS e eu agirmos em conjunto – quero ajudar o UNAIDS a ser o time vencedor dessa jogada.”

David Luiz é destaque na campanha Proteja o Gol, uma iniciativa do UNAIDS que utiliza a popularidade e o poder de união do esporte para conscientizar e engajar os jovens na prevenção do HIV. Além disso, o novo Embaixador Internacional de Boa Vontade está promovendo a Campanha #zerodiscriminação do UNAIDS, que convida as pessoas a celebrarem o direito de todos a uma vida plena e digna, sem distinções de sexo, raça, cor, religião ou identidade de gênero.

Do total estimado de 35.5 milhões de pessoas vivendo com HIV no mundo, aproximadamente 5.4 milhões são jovens entre 10 e 24 anos. De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, cerca de 150 mil pessoas vivem com o vírus e não o sabem.

Para conscientizar o público durante esse período festivo, o UNAIDS firmou parcerias com o Ministério da Saúde, os estados e municípios das cidades-sede da Copa do Mundo, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), entre outros, para a distribuição de preservativos e panfletos com mensagens de prevenção, assim como a realização de testes voluntários de HIV nos Fan Fests – áreas onde os fãs de futebol poderão assistir gratuitamente aos jogos transmitidos em telões.

Os interessados em participar da iniciativa como voluntários devem ter mais de 18 anos e se inscrever até 5 de maio no site: www.protejaogol.org. Os voluntários irão colaborar nas ações de prevenção, distribuindo materiais informativos e preservativos. Para tanto, eles receberão treinamento e certificado de participação.

“Faça como David Luiz e venha apoiar a campanha Proteja o Gol”, convidou a Diretora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard. “A campanha precisa do envolvimento dos jovens. Vista a camisa e não deixe a aids marcar!”

Assista o vídeo de David Luiz falando sobre sua nomeação


David Luiz convida jovens a se engajarem na prevenção de HIV

 
CONTATO
UNAIDS Brasil: Jessyca Zaniboni, tel. +55 61 3038 9228 zanibonij@unaids.org

 

UNAIDS celebra a nomeação da Embaixadora Deborah Birx como nova Coordenadora Global dos Estados Unidos para a AIDS

Genebra, 3 de abril de 2014 – O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) parabeniza a Dra. Deborah Birx por sua confirmação como Embaixadora Especial e Coordenadora das atividades do Governo dos Estados Unidos para combater o HIV/AIDS em nível mundial, liderando os esforços internacionais do Governo dos Estados Unidos em relação ao HIV.

A Embaixadora Birx é uma líder muito respeitada no campo do HIV e, até sua nomeação como Coordenadora, ela foi Diretora da Divisão Global de HIV/AIDS dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças.

“A Embaixadora Birx é amplamente reconhecida por sua paixão e compromisso com a resposta à AIDS e seu trabalho já produziu grandes impactos positivos durante sua carreira”, disse Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS. “O Plano de Emergência do Presidente dos E.U.A. para o Combate da AIDS (PEPFAR) é um parceiro-chave do UNAIDS e estou confiante de que, sob a liderança visionária da Embaixadora Birx, terá continuidade o extraordinário êxito do PEPFAR na prevenção de novas infecções por HIV e expansão do acesso ao tratamento”.

Com um grande reconhecimento por seu trabalho em pesquisas sobre a vacina contra a AIDS, a Embaixadora Birx foi condecorada com a Medalha de Serviço Meritório dos EUA por sua significante contribuição nessa área. Ela também teve um papel fundamental como Diretora do Programa de Pesquisa em HIV do Exército dos EUA e Diretora da Divisão de Retrovirologia do Instituto Walter Reed de Pesquisas do Exército de 1996 a 2005.

UNAIDS e PEPFAR são parceiros de longa data e têm colaborado em muitas iniciativas, incluindo a expansão do acesso ao tratamento, redução a zero do número de novas infecções entre crianças através do Plano Mundial para eliminação de novas infecções de HIV entre crianças até 2015 e manter as mães vivas, e a garantia de uma resposta sustentável e de longo prazo ao HIV

Contato
UNAIDS Genebra | Sophie Barton-Knott | tel. +41 22 791 1697 | bartonknotts@unaids.org

 

UNAIDS pede por acesso precoce aos serviços de testagem e tratamento de HIV e Tuberculose

Genebra, 24 de março de 2014 – No Dia Mundial de Combate à Tuberculose, o UNAIDS fez apelo urgente a fim de intensificar esforços globais para assegurar testagem e tratamento precoce de tuberculose e HIV. A tuberculose continua a ser principal causa de morte entre pessoas que vivem com HIV. Em 2012, estima-se que 1.1 milhão de novos casos de tuberculose ocorrerão em pessoas vivendo com HIV – com 75% dos novos casos ocorrendo na África.

O impacto conjunto dessas doenças é devastador para milhões de pessoas e suas famílias. Isto é inaceitável, pois a tuberculose possui cura e pode ser prevenida. Ao expandir o acesso à prevenção básica de tuberculose para pessoas que vivem com HIV, o objetivo de reduzir em 50% o número de mortes pode ser alcançado até 2015.
Estudos mostram que o diagnóstico e o acesso precoce ao tratamento de HIV podem reduzir em 65% o risco de infecção por tuberculose. Quando o tratamento de tuberculose é combinado com terapia antirretroviral (TARV), o risco da doença pode ser reduzido cerca de 90%.

Pessoas com maior vulnerabilidade devem ter a oportunidade de conhecer seu status e iniciar o tratamento mais cedo para prevenir a tuberculose ativa. Se pessoas vivendo com HIV desenvolvem tuberculose ativa, o tratamento imediato de TARV pode reduzir a chance de morte em cerca de 50%. Infelizmente, apesar do conhecimento da importância do diagnóstico e tratamento precoce de HIV e tuberculose, milhões de pessoas muitas vezes descobrem tarde demais que estão infectadas.

UNAIDS lançou Tratamento 2015 para expandir o acesso ao tratamento de HIV, que é importante para a prevenção tanto do HIV quanto da tuberculose. UNAIDS roga por ações de prevenção mais integradas e inovadoras – trabalhando em conjunto para aumentar recursos e alcançar todos os que vivem com HIV com intervenções de prevenção fundamentais da tuberculose, incluindo o acesso precoce aos serviços de testagem e tratamento.

UNAIDS está trabalhando em parceria com países, doadores e parceiros, incluindo a Parceria para o Fim da Tuberculose (Stop TB Partnership), o Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária, e o Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Combate ao HIV/AIDS  (PEPFAR) para desenvolver soluções sustentáveis para integrar e oferecer serviços fundamentais de HIV e tuberculose.

No Brasil, o governo anunciou, no dia 1º de dezembro de 2013, a oferta de tratamento precoce de HIV através do Sistema Único de Saúde (SUS). O UNAIDS estima que o impacto da medida será positivo para a redução dos casos de tuberculose no país.

Comissão Europeia para a Saúde reitera compromisso em relação ao HIV

 

 

 

 


Caixa de texto: Da esquerda para o direita: Tonio Borg, Igor Radziewicz-Winnicki, Maia Rusakova e Luiz Loures. Foto: UNAIDS

Genebra, 20 de março de 2014 - O Comissário Europeu para a Saúde, Tonio Borg, demandou, no dia 18 de março, avanços no projeto de plano de ação sobre o HIV na União Europeia (EU) e países vizinhos para 2014-2016 – um forte indício do compromisso contínuo da UE para tratar a epidemia de AIDS como prioridade.
O plano de ação sobre HIV permitirá que o trabalho futuro seja focado em uma abordagem unificada com o objetivo de eliminar a discriminação, reforçar a liderança política da UE nessa área e melhorar o acesso aos serviços de HIV, especialmente para os grupos vulneráveis.
O anúncio foi feito em uma conferência organizada pela Comissão Europeia em Bruxelas para identificar as causas das desigualdades crescentes no acesso à assistência médica na União Europeia. A conferência – que se concentrou em três áreas-chave: equidade, HIV e saúde das pessoas em situação vulnerável – buscou definir os princípios e valores básicos para a melhoria da igualdade e redução da discriminação referentes ao acesso aos serviços de saúde.


Foram compartilhadas estratégias de sucesso relacionadas às necessidades de saúde de pessoas em situações vulneráveis, bem como as perspectivas de amplo alcance de grupos com necessidades especiais, como minorias étnicas, migrantes irregulares, idosos e ciganos.
A prevalência de HIV na Europa está aumentando em populações-chave de maior risco, principalmente entre homens que fazem sexo com homens (HSH). Na Europa Oriental, a epidemia também está aumentando entre pessoas que usam drogas injetáveis, seus parceiros sexuais e entre profissionais do sexo.


Participantes


Aberta por Viviane Redding, Vice-Presidente da Comissão Europeia, e pelo Comissário Europeu para a Saúde, Tonio Borg, a conferência contou com a presença de participantes de alto nível do governo, incluindo os Ministros da Saúde da Grécia e Letônia e o Subsecretário de Saúde da Polônia, juntamente com organizações da sociedade civil da UE. O Diretor Executivo Adjunto do UNAIDS, Luiz Loures, também participou do evento.

Questões-chave

  • A discriminação contra populações e grupos específicos na União Europeia, como gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e migrantes, está bloqueando o acesso aos serviços de prevenção e tratamento do HIV, bem como o teste rápido de HIV.
  • A discriminação também afeta as políticas de saúde pública para outras doenças crônicas.
  • Uma estratégia no âmbito da UE continua sendo uma prioridade, pois essa é uma questão transnacional.
  • O empoderamento e engajamento de populações-chave como vozes políticas e parceiros em todos os níveis continuam sendo essenciais e devem ser reforçados e ancorados dentro de uma estratégia mais ampla.
  • São necessárias, na UE, uma nova revisão do progresso e a identificação das próximas etapas para a preparação para a Conferência Dublin+10 – a qual marcará o aniversário de 10 anos da Declaração de Dublin de Parceria para a Luta contra o HIV/AIDS na Europa e na Ásia Central.

 

Citações

“A discriminação não é uma questão retórica – custa dinheiro e vidas e precisa ser tratada através de nossa contribuição unificada, visto que é uma questão primordial.”
Diretor Executivo Adjunto do UNAIDS, Luiz Loures

“As doenças não conhecem fronteiras e é por isso que uma estratégia da UE é essencial.”
Ton Coenen, Diretor Executivo da AIDS Fonds

“Permanecemos unidos em nossa determinação para melhorar a equidade na saúde.”
Tonio Borg, Comissário Europeu para a Saúde


Superando barreiras discriminatórias para serviços de saúde

Genebra, 14 de março de 2014 – Leis, políticas e práticas discriminatórias existentes, assim como atitudes negativas entre alguns profissionais de saúde são alguns dos obstáculos que impedem o acesso a serviços de saúde para muitas pessoas em nível global.

Esta é uma das conclusões centrais resultantes do debate realizado pela sede do UNAIDS em Genebra no dia 11 de março para explorar como barreiras discriminatórias nos serviços de saúde afetam diferentes grupos da população, incluindo pessoas vivendo com HIV, migrantes ilegais, travestis, transexuais e deficientes.

Para migrantes, a discriminação frequentemente se inicia no momento de partida, quando regulações podem incluir o teste compulsório de HIV, gravidez e de outras questões de saúde no país de destino. No intento de evitar estes testes, muitos migrantes optam por meios de migração irregulares, o que os torna ilegais e incapazes de acessar serviços de saúde.

Foto: UNAIDS 

A discriminação está embutida também na Classificação Internacional de Doenças (International Classification of Diseases), que considera transexuais e travestis como pessoas com distúrbios mentais. Em muitos países, incluindo mais de 20 na Europa, transexuais são obrigados a passar por esterilização antes da cirurgia de mudança de sexo, a fim de mudar a sua identidade de gênero.

Em relação à possível falta de compreensão sobre questões de travestis e transexuais entre médicos, Mauro Cabral, da Ação Global para a Igualdade Trans (Global Action for Trans Equality – GATE), destacou que “ignorância não pode mais ser uma desculpa. Médicos devem respeitar e não julgar pacientes.”.

Outra barreira comum identificada foi a percepção, em muitos países, entre a população geral de que recursos investidos em serviços de saúde para estas populações em questão são um desperdício.

O acompanhamento e documentação da discriminação foram enfatizados como uma estratégia para gerar evidência para tratar do problema. Nesse sentido, a Stigma Index e Human Rights Count foram apontadas como ferramentas as quais têm sido usadas de maneira bem sucedida para monitorar discriminação contra pessoas vivendo com HIV. Por exemplo, Human Rights Count  revelou a prática de esterilizações de mulheres vivendo com HIV.

“Quando o espaço e oportunidade são dados a comunidades para se envolverem no acompanhamento de Direitos Humanos, podemos identificar e tratar os verdadeiros obstáculos que levam pessoas a não acessar serviços de saúde”, disse Chris Mallouris, Assessor de mobilização de comunidades do UNAIDS. “Devemos assegurar que comunidades estejam no centro dos esforços para tratar discriminação. Elas devem estar lá como parceiras iguais”, ele adicionou.

O painel de debate concluiu com um reconhecimento a longa jornada à frente para alcançar a meta de zero discriminação. Participantes reconheceram que ações devem ser reforçadas para superar as barreiras dos serviços de saúde e que ninguém deve ser deixado para trás, para que os objetivos de saúde global sejam alcançados.

De Soweto à Salvador

Brasília, 13 de março de 2014 – A campanha ‘Proteja o Gol’ embarca em uma viagem emocionante. O Presidente Jacob Zuma da África do Sul, em solidariedade com o UNAIDS, deu o primeiro passo na turnê mundial que nos levará do Soccer City Stadium, Soweto, na África do Sul para Salvador, Brasil, onde iremos aproveitar a energia e a paixão global em torno da Copa do Mundo da FIFA de 2014, a fim de acelerar a visão de um mundo com zero nova infecção por HIV, zero discriminação e zero morte relacionada à AIDS.

Durante o emocionante jogo amistoso entre as seleções da África do Sul e do Brasil, foi realizada uma cerimônia em que o Presidente Zuma assinou a bola da campanha Proteja o Gol. A bola viajará pela Argélia, Camarões, Costa do Marfim, Gana e Nigéria – os cinco países africanos cujas equipes se classificaram para a Copa do Mundo FIFA de 2014 – e, em seguida, através de vários outros países que também têm suas seleções classificadas, antes de finalmente desembarcar em Salvador, Bahia, Brasil, onde será realizado o lançamento mundial da campanha. Esta mesma bola será assinada pelo Chefe de Estado de cada país ao longo da turnê. 

Na foto da esquerda para a direita: Danny Jordan, Presidente da SAFA; Djibril Diallo, Assessor Sênior do Diretor Executivo do UNAIDS; Kweku Mandela, Presidente da África do Sul Jacob Zuma; Ndaba Mandela, Embaixador do Brasil para a África do Sul, Pedro Luiz Carneiro de Mendonça; Dr. Robin Petersen, CEO da Agência de Desenvolvimento da SAFA. 

 

É muito oportuno que a turnê mundial comece em Joanesburgo, já que foi nesta cidade, o primeiro lançamento da campanha "Proteja o Gol" durante a Copa Africana de Nações de 2013, com o excepcional apoio da Associação de Futebol da África do Sul (SAFA) e da primeira-dama Sra. Tobeka Zuma e de sua fundação.


Uma atividade também foi realizada com as comunidades, envolvendo a distribuição de bolas "Proteja o Gol" para os jovens de comunidades carentes, incluindo jovens vivendo com o HIV.

Presidente da África do Sul Jacob Zuma assina a bola da campanha Proteja o Gol.

 

 

UNAIDS apoia campanha de carnaval ‘Só a alegria vai contagiar’

Rio de Janeiro, 1 de março de 2014 – O carnaval toma conta do Brasil e “Só a alegria vai contagiar”. Este é o tema do projeto de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis (DST) e testagem de HIV que foi lançado nesta sexta-feira (28), no sambódromo do Rio de Janeiro, com apoio do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS[2]).

Mulheres das comunidades da Mangueira e do Morro dos Macacos, funcionários públicos e universitários vão abordar os foliões nas entradas da Marquês de Sapucaí para distribuir 400 mil preservativos, além de panfletos educativos e revistas com as letras dos sambas-enredo.

A iniciativa é da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e Universidade Veiga de Almeida, realizada em colaboração com a Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, a RioTur e organizações não governamentais.

O professor Márcio Tadeu, coordenador do projeto ‘Só a alegria vai contagiar’. Foto: UNIC Rio/Gustavo Barreto

“A campanha não fala só de prevenção à aids, fala da vida, do cuidado que tem de ter com seu próprio corpo, fala que quando você previne a questão da DST/aids também está se cuidando, e encaminha as pessoas, faz trabalhos com mulheres, com adolescentes, então é educação em saúde”, explica o coordenador do projeto, professor Márcio Tadeu, que atua nas duas universidades e trabalha com esses temas há 22 anos.

Foto: UNIC Rio/Gustavo Barreto

Parte da equipe reunida no Botequim do Samba, no setor dois do sambódromo do Rio de Janeiro, no dia do lançamento. De preto ao fundo, o diretor executivo adjunto do UNAIDS, Luiz Loures.

O grupo do professor Márcio Tadeu, que reúne 13 pesquisadores de diversas áreas, também esteve no lançamento para coletar dados para uma pesquisa sobre o uso do preservativo e a realização do teste diagnóstico para sífilis, HIV e hepatites virais pelos participantes do carnaval no sambódromo carioca.
Esta é a segunda fase da campanha, iniciada em novembro nos barracões e quadras das escolas de samba tanto do grupo especial como o de acesso. Após o carnaval, ainda terá prosseguimento nas comunidades, principalmente no entorno das escolas de samba Mangueira, Salgueiro, Unidos da Tijuca e Unidos de Vila Isabel, com palestras, oficinas sobre educação sexual e treinamento.
O projeto também será adaptado, com ajuda de universitários africanos que estudam no Rio, para ser levado para Moçambique e Angola.

No Brasil, estima-se que mais de 718 mil pessoas entre 15 e 49 anos vivam com HIV e aproximadamente 150 mil não saibam que estão infectadas. A epidemia no Rio de Janeiro apresenta a segunda maior taxa de mortalidade por aids no país, logo atrás do Rio Grande do Sul. O estado é uma das cinco unidades federativas com maior número de pessoas vivendo com aids.

‘Discriminação é mais forte do que o vírus’, afirma UNAIDS
E no embalo do carnaval, a ONU também vai celebrar o Dia Mundial da ‘Zero Discriminação’[4], em 1º de março.
O UNAIDS vai levar para o sambódromo as borboletas coloridas, símbolo dessa iniciativa para inspirar a transformação e que está sendo disseminada principalmente nas mídias sociais, com sucesso em vários países.
Fotos de pessoas de comunidades vulneráveis, assim como autoridades e outras personalidades segurando as borboletas estão se espalhando pela Internet.

“A discriminação hoje é mais importante do que o vírus. A discriminação é mais forte do que o vírus da aids”, avalia o diretor executivo adjunto do UNAIDS, Luiz Loures.

Foto: UNIC Rio/Gustavo Barreto

O coordenador do projeto ‘Só a alegria vai contagiar’, o professor Márcio Tadeu (à esquerda), com o diretor executivo adjunto do UNAIDS, Luiz Loures (ao centro) e o carnavalesco e cenógrafo Milton Cunha, segurando o selo da campanha da #ZeroDiscrimination, do UNAIDS.

“Nós sabemos como tratar, nesses 30 anos, nós observamos progressos superimportantes, não existe paralelos na História, progressos científicos, principalmente na área biomédica e eu acho que a gente tem os instrumentos hoje para poder avançar mesmo em direção ao fim da epidemia, mas o desafio da discriminação é o maior impedimento nesse sentido”, afirma.
Na opinião de Loures, o Brasil é o melhor país para formar uma liderança global para intensificar a luta contra a discriminação por ter um histórico de mais tolerância com a diversidade do que outras nações.


Notas:

  1. : http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.onu.org.br%2Funaids-apoia-campanha-de-carnaval-so-a-alegria-vai-contagiar%2F
  2. UNAIDS: http://www.unaids.org.br
  3. Ouça também a matéria da Rádio ONU clicando aqui.: http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2014/03/unaids-apoia-campanha-de-carnaval-so-a-alegria-vai-contagiar/#.UxH_63lDvZg
  4. celebrar o Dia Mundial da ‘Zero Discriminação’: http://www.onu.org.br/dia-mundial-de-zero-discriminacao-quer-eliminar-preconceito-contra-pessoas-vivendo-com-hiv/

 

Fonte: ONU Brasil

UNAIDS CELEBRA PRIMEIRO DIA MUNDIAL DE ZERO DISCRIMINAÇÃO

Brasília, 27 de fevereiro de 2014 - O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) comemorará no dia 1º de março próximo, o primeiro dia mundial de Zero Discriminação para celebrar os direitos humanos sob a perspectiva de uma vida produtiva, plena e digna.

Na ocasião, o UNAIDS Brasil recebe a visita da Diretora Executiva Adjunta do UNAIDS e Secretária-Geral Assistente das Nações Unidas, Jan Beagle. 

Ontem em Brasília, Jan Beagle discutiu questões de estigma e discriminação, violência de gênero e a agenda pós-2015 com a Ministra de Estado Chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres.

“É uma honra receber a visita de Jan Beagle no Brasil. Demonstra mais uma vez o interesse internacional pelo trabalho do governo brasileiro na luta contra o HIV”, afirmou a Ministra Eleonora.

A Ministra reforçou a parceria já existente com o UNAIDS e se interessou pela campanha Zero Discriminação.

Tendo chegado ao Brasil nessa segunda-feira, Jan Beagle visitou organizações em São Paulo para conversar com a sociedade civil e ver exemplos de trabalho in loco.

 

A Diretora Executiva Adjunta esteve no Fórum de ONGs de São Paulo, no Centro de Referência e Treinamento de DST/Aids do estado de São Paulo, e no seu Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais. Nas visitas Jan Beagle teve a oportunidade de trocar experiências com os usuários desses serviços de saúde.

 “O Ambulatório e o Fórum são exemplos de como nós podemos alcançar a todos sem deixar ninguém de fora. Estou particularmente feliz por poder destacar estas histórias de sucesso de liderança em vista do dia de Zero Discriminação em 1 º de março próximo. "  

Para o dia mundial de Zero Discriminação, a borboleta foi escolhida como símbolo da transformação. A campanha #zerodiscrimination está sendo difundida pelas redes sociais desde o início de fevereiro, com sucesso em vários países do mundo.

A Prêmio Nobel da Paz, Aung Sang Suu Kyi, é a porta-voz do UNAIDS para o programa Zero Discriminação e incorpora os valores de uma luta por um mundo livre de preconceito e discriminação. O brasileiro craque de futebol David Luiz aderiu à campanha e os músicos embaixadores de Boa Vontade do UNAIDS Annie Lennox e Toumani Diabaté também estão entre as celebridades participando do trabalho de conscientização mundial.

“A discriminação leva pessoas a evitar o teste, por medo de ostracismo da sociedade. A discriminação leva à violência e sabemos que houve uma recrudescência da violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais nos últimos tempos.” afirma Georgiana Braga-Orillard, Diretora do UNAIDS no Brasil.

No Brasil, estima-se que mais de 718.000 pessoas entre 15 e 49 anos vivem com HIV e aproximadamente 150.000 não sabem que estão infectadas. A discriminação afeta as pessoas em diversas áreas de sua vida e deixa as pessoas mais vulneráveis ao vírus.  A discriminação pode ser um obstáculo ao acesso aos serviços de prevenção de HIV e tratamento de AIDS.

Jan Beagle participou ainda de encontros com Diretor do Departamento de DSTs, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dr Fábio Mesquita e integrantes do Grupo Temático Ampliado das Nações Unidas para o HIV/AIDS.

DIRETORA EXECUTIVA ADJUNTA DO UNAIDS VISITA AMBULATÓRIO DE SAÚDE INTEGRAL PARA TRAVESTIS EM SÃO PAULO

Brasília 26 de fevereiro de 2014 - Em sua primeira visita ao Brasil, Jan Beagle, conheceu trabalhos inovadores na área de prevenção e assistência em HIV/AIDS realizados pelo CRT DST/AIDS-SP, e em especial o Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais.

O Brasil está entre os líderes mundiais na garantia do acesso aos serviços de HIV para todas as pessoas. Criado em junho de 2009, o Serviço de Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais é único  centro desse tipo no país.

O centro oferece atendimento integral, incluindo cardiologia, endocrinologia, urologia e ginecologia, bem como testes e tratamento do HIV. A unidade também presta serviços de apoio à saúde mental, aconselhamento jurídico e orientação para geração de renda.

Além de visitar a clínica, Jan Beagle teve a oportunidade de passar algum tempo junto à sociedade civil, durante uma visita ao Fórum de ONGs de São Paulo.

UNAIDS expressa profunda preocupação com impacto do projeto de lei de Uganda sobre os direitos dos homossexuais

Caso o controverso projeto de lei seja aprovado, as punições contra homossexuais se tornarão mais duras em Uganda.

Genebra, 18 de fevereiro de 2014 – O UNAIDS expressa profunda preocupação com o projeto de lei ugandense que pode endurecer ainda mais as punições contra homens gays.

O controverso projeto de lei, que passou pelo Parlamento do país em dezembro de 2013, pede uma pena de prisão de 14 anos para uma primeira condenação e de prisão perpétua para o crime de "homossexualidade agravada". A aprovação do projeto de lei teria sérias implicações sobre os direitos humanos.
“Uganda foi o primeiro país na África a quebrar a conspiração do silêncio sobre a AIDS – e a dar voz às pessoas mais marginalizadas – mas agora eu temo que esse projeto de lei faça a Uganda retroceder, renunciando a seu papel de liderança na resposta à AIDS”, afirmou Michel Sidibé, Diretor Executivo do

UNAIDS. “Eu peço às autoridades de Uganda que rejeitem o projeto de lei e garantam, assim, o respeito aos direitos humanos e à dignidade de todas as pessoas no país”.

O projeto de lei também tem implicações sobre a saúde pública; estudos comprovam que quando homossexuais sofrem discriminação, incluindo abuso, reclusão e repressão – há mais chances de que não procurem testagem, prevenção ou serviços de tratamento de HIV.

Em 2012, havia 1,5 milhões de pessoas vivendo com HIV em Uganda e 140.000 novas infecções por HIV. Globalmente, homens gays têm 13 vezes mais chances de se tornarem infectados pelo HIV do que a população em geral, o que prova a necessidade urgente de assegurar o acesso à prevenção e serviços de tratamento do HIV para todas as pessoas, em todos os lugares.

O UNAIDS urge que o governo de Uganda, e todos os governos ao redor do mundo, protejam os direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais por meio da anulação de leis criminais contra conduta sexual consensual entre adultos do mesmo sexo, da implementação de leis que protejam pessoas da violência e da discriminação, da promoção de campanhas que tenham como temática o fim da homofobia e da transfobia e da garantia de acesso aos serviços de saúde, incluindo serviços de assistência especializada em HIV.

UNAIDS e a Comissão Lancet apresentam recomendações sobre a AIDS e a saúde global no debate pós-2015

O UNAIDS e a “Comissão Lancet: derrotando a AIDS e avançando a saúde global”, encontraram-se novamente em Londres para reunião final sobre o futuro da saúde global e do HIV.

LONDRES/GENEBRA, 13 de Fevereiro de 2014 – O UNAIDS e a “Comissão Lancet: derrotando a AIDS e avançando a saúde global” encontraram-se em Londres para debater o futuro da AIDS e da saúde global após 2015. As recomendações serão publicadas no The Lancet ainda este ano.   

“A luta contra a epidemia da AIDS ainda não acabou. Nós precisamos intensificar os esforços para alcançarmos uma vitória histórica contra essa doença”, disse o Presidente da República de Gana, John Dramani Mahama. “Todos têm um papel essencial para que seja possível alcançar esse objetivo. Nós precisamos tomar medidas para assegurar que estamos fazendo o melhor para os nossos países, para o nosso povo e para a humanidade.”

“Nós alcançamos um progresso notável na luta contra a AIDS, mas essa luta ainda não acabou e a complacência é nosso pior inimigo”, disse o Presidente de Benin, Yayi Boni, em mensagem enviada por vídeo. “Dar fim à AIDS e à pobreza extrema são responsabilidades compartilhadas que devem ser prioridade para a África e para o mundo”.

 

A Comissão, que foi estabelecida em 2013, reúne mais de 40 Chefes de Estado e líderes políticos, especialistas em HIV e em saúde, jovens, ativistas, cientistas e representantes do setor privado para garantir que as lições aprendidas sobre a resposta à AIDS sejam aplicadas, transformando a forma como países e parceiros lidam com questões relacionadas à saúde e ao desenvolvimento.
“Esta Comissão possui papel histórico, baseado em conhecimento acumulado e tecnologias, na busca por novas abordagens e na intensificação dos esforços para acabar com a incidência de novas infecções por HIV na próxima geração”, observou a primeira-dama do Japão, Akie Abe. “Nós devemos continuar sem deixar ninguém para trás. Nós temos que aplicar as conquistas da resposta à AIDS a outras áreas da Saúde”.  

“O acesso igualitário aos serviços de assistência especializada em HIV irá frear e reverter a epidemia e contribuirá, também, para o crescimento econômico e o bem-estar das pessoas”, disse a primeira-dama do Gabão,  Sylvia Bongo Ondimba. “É por isso que os serviços de assistência especializada em HIV devem ser integrados em todos os planos de desenvolvimento dos países”.

“Nós conseguimos proporcionar tratamento a pessoas vivendo com HIV, mas agora muitos também enfrentam outras doenças não transmissíveis”, afirmou a primeira-dama de Ruanda, Jeannette Kagame. “A natureza mutável da doença mostra o quanto é difícil encontrar uma cura ou vacina. Portanto, nós precisamos ser adaptáveis e sensíveis. A África deve estar pronta! O pior já passou. Agora, nós sabemos como prevenir, tratar e cuidar. Temos que construir de onde começamos e temos que fazê-lo já”.   

A Comissão, convocada pelo Diretor Executivo do UNAIDS, Michel Sidibé, e pelo Editor Chefe do jornal The Lancet, Richard Horton, é presidida pela Presidente do Malawi, Joyce Banda, pelo Presidente da Comissão da União Africana, Nkosazana Dlamini Zuma, e pelo Diretor de Higiene e Medicina Tropical da London School, Peter Piot. 

Como parte dos esforços da Comissão de elaborar um quadro geral de como dar respostas eficientes à AIDS e a outras áreas da Saúde dentro do contexto da agenda do desenvolvimento pós-2015, diálogos entre todas as regiões têm acontecido, reunindo perspectivas diversas que trarão mais informações para as discussões realizadas durante a reunião da Comissão em Londres. As recomendações finais serão compiladas em um relatório abrangente a ser publicado na revista médica The Lancet.   

UNAIDS

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) tem como missão liderar e inspirar o mundo para alcançar sua visão compartilhada de zero nova infecção por HIV, zero discriminação e zero morte relacionada à AIDS. O UNAIDS reúne esforços de onze organizações das Nações Unidas – ACNUR, UNICEF, PMA, PNUD, UNFPA, UNODC, ONU Mulheres, OIT, UNESCO, OMS/OPAS e Banco Mundial – e trabalha com parceiros nacionais e globais para maximizar os resultados da resposta à AIDS. Saiba mais em unaids.org.br e conecte-se conosco no Facebook e Twitter.  

A The Lancet

A The Lancet, fundada em 1823, é uma das publicações científicas na área médica mais conhecidas e antigas do mundo, publicando artigos de pesquisa originais, artigos de revisão, editoriais, revisão de livros, correspondências e notícias. A The Lancet é complementada por uma série de revistas especializadas que publicam pesquisas, notícias e revisões originais. Todas as revistas do grupo The Lancet dão contribuições essenciais para os recursos médicos disponíveis aos profissionais da Saúde, com os fatores de impacto de cada uma delas refletindo seus espaços dentre as publicações mais influentes em seus campos mundialmente. 

UNAIDS lança em Moçambique livro artístico com mulheres soropositivas brasileiras e de países de língua portuguesa

Brasília, 11 de fevereiro de 2014 – O livro ‘Mulheres+ em preto, branco e vermelho’, será lançado na 28º Reunião de Cooperação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Moçambique.

O trabalho conclui dois anos do projeto “Saber para Reagir em Língua Portuguesa”, uma cooperação para o fortalecimento de mulheres vivendo com HIV.

A publicação será apresentada na III Reunião de Ministros da Saúde da CPLP no dia 12 de fevereiro que contará com representação de alto nível dos países membros.

 

 

A iniciativa foi liderada pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e o Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (Brasil) em parceria com UNFPA, UNICEF, UNESCO, PNUD e ONUMulheres e Departamento de DST/AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

A Coordenadora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, afirmou que “A publicação mostra o lado humano do trabalho que foi feito com as mulheres, além da proximidade das histórias vividas em continentes diferentes.”

O programa envolveu cerca de 200 mulheres do Brasil, Angola, Moçambique, Guiné Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe em oficinas e cursos para formar lideranças comunitárias de mulheres vivendo com HIV nesses países. Temas abordados incluem: violência de gênero, direitos sexuais e reprodutivos e direitos humanos.

“Eu tenho que saber. Eu tenho que estar informada, de qualquer assunto. Neste caso, com relação ao HIV/AIDS, com relação ao gênero e aos Direitos Humanos. Eu tenho que saber o que é o HIV/AIDS, o que é Direitos Humanos e como posso me defender.”, relatou Domingas Correia, Cidadã+ de Angola, no vídeo do projeto.
A publicação “Mulheres+ em preto, branco e vermelho” retrata de maneira artística a experiência dessas mulheres e cria um elo entre os dois continentes. Um vídeo, disponível no site www.unaids.org.br/acoes/saber.asp completa o trabalhado com depoimentos e relatos construídos numa abordagem coletiva que acompanhou todo o processo.

O Diretor do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita destacou “A força e resistência dessas mulheres frente o combate à epidemia é uma inspiração. Como diz a canção de Elis Regina, são mulheres que misturam a dor e a alegria com força, raça e sonho.”

CONTATO
UNAIDS Brasil: Jessyca Zaniboni, tel. +55 61 3038 9217 zanibonij@unaids.org
UNAIDS Moçambique: Marta Bazima, tel: +258 21 484 514 bmarta@unaids.org

Estrelas globais se reúnem em sede das Nações Unidas durante Cúpula do Esporte para o Desenvolvimento

Nova York, 5 de fevereiro de 2014 – Estrelas globais do esporte se uniram a diplomatas e oficiais internacionais das Nações Unidas em Nova York para ressaltar a importância do esporte como meio de empoderar a juventude e de trazer avanços às áreas de saúde global e desenvolvimento.

A Fundação Jack Brewer, em parceria com o UNAIDS, reuniram atletas da Associação Nacional de Basquete (NBA), das Olimpíadas e mais de vinte jogadores da Liga Nacional de Futebol Americano (NFL), que compareceram à cúpula na noite da final do Super Bowl.
Liderados por Jack Brewer, criador da Fundação Jack Brewer, e Sidney Rice, um grande wide receiver do time Seattle Seahawks, estrelas da NFL e agentes descreveram como estão “retribuindo às suas comunidades” através do poder do futebol de engajar jovens – nos Estados Unidos e em países em desenvolvimento, como Haiti e Malauí – na promoção da saúde e do desenvolvimento. 

Os porta-vozes da campanha do UNAIDS “Proteja o Gol”, Ndaba e Kweku Mandela, pediram aos jovens ao redor do mundo que participem da busca por uma geração sem epidemia da AIDS, dando seguimento ao legado do avô, Nelson Mandela, na resposta à AIDS. A campanha “Proteja o Gol” tem como objetivo conscientizar sobre o HIV e mobilizar a juventude no comprometimento com a prevenção do HIV durante a Copa do Mundo FIFA de 2014, no Brasil.

Citações
"O Esporte abriu muitas portas. Eu estive na Ásia, na América do Sul e em muitos outros países sobre os quais eu nunca sonhei quando era pequeno. Nós queremos encontrar a melhor forma possível de proteger as crianças que estão crescendo,aprendendo a jogar desde cedo.”
Sidney Rice, jogador do Seattle Seahawks e campeão do Super Bowl

"Estrelas do esporte são mais do que modelos. Você está transformando a vida de jovens menos privilegiados da nossa grande nação e do mundo.”
Jack Brewer, Fundador/Diretor Executivo, Fundação Jack Brewer

"Meu avô, Nelson Mandela, acreditava que o esporte tem o poder de inspirar e de falar por meio de uma linguagem que os jovens compreendem. Essa é uma grande oportunidade para se envolver na campanha do UNAIDS ‘Proteja o Gol’.”
Ndaba Mandela, Porta-voz da campanha do UNAIDS “Proteja o Gol”

"O Esporte é um grande equalizador da humanidade – unindo ricos e pobres, jovens e idosos. As estrelas do Esporte possuem a habilidade única de inspirar pessoas que por vezes não são alcançadas de outras maneiras.”
Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS

O Fundo M∙A∙C AIDS, Rihanna e UNAIDS se unem para alcançar cerca de 2 milhões de jovens em necessidade de tratamento de HIV

Esforço é estrelado por Rihanna e apoia a expansão do Tratamento 2015 com a doação de US$ 2 milhões ao UNAIDS para tratamento de HIV e serviços para adolescentes e jovens em todo o mundo

Genebra/NovaYork, 30 de janeiro de 2014 – O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) anunciou hoje a expansão da sua iniciativa Tratamento 2015 com a doação de US$ 2 milhões proporcionada pelo Fundo M∙A∙C AIDS da M∙A∙C Cosméticos.

 

O Fundo é completamente subsidiado pela venda da linha de batom e gloss VIVA GLAM, com a estrela global Rihanna emprestando sua celebridade para incentivar a compra e conscientização. Aproveitando este novo financiamento, UNAIDS realizará no âmbito do Tratamento 2015 a promoção de políticas e programas, em nível global, regional e nacional, para expandir a testagem e tratamento de HIV para adolescentes e jovens em todo o mundo.

“M∙A∙C Cosméticos tem uma longa história com o envolvimento de sucesso do poder da celebridade certa para motivar nossos clientes e fazer um impacto nesta causa importante. Com os recursos do UNAIDS, pensamento estratégico e o apoio da Rihanna, estamos ajudando a salvar vidas um batom de cada vez”, afirma John Demsey, Presidente do Grupo das Companhias Estée Lauder.

Mundialmente, estima-se que 5.4 milhões de adolescentes e jovens estão vivendo com HIV e 1.8 milhões são elegíveis para tratamento. Milhões de jovens vivendo com HIV não sabem que estão infectados, e todos os dias, aproximadamente 2.100 adolescentes e jovens são infectados, o que representa 39% de todas as novas infecções pelo HIV no mundo. Embora a terapia antirretroviral tenha resultado no declínio das mortes relacionadas à AIDS, modelagem indica que adolescentes de 10 a 19 anos representam a única faixa etária em que as mortes relacionadas à AIDS cresceram entre 2001 e 2012. A tendência de mortes de adolescentes relacionadas à AIDS pode ser atribuída à não priorização deste grupo em planos estratégicos de tratamento e ausência de testagem e aconselhamento adequados para esta população.

 “Jovens irão nós liderar para uma geração livre de AIDS. Ao assegurar que adolescentes e jovens tenham acesso a serviços de HIV, nós não estamos apenas salvando vidas, mas também investindo em um futuro mais saudável para as próximas gerações.”, disse Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS. “Estamos verdadeiramente honrados em trabalhar com o Fundo M∙A∙C AIDS para ajudar mundialmente jovens a acessar de forma antecipada testagem e tratamento de HIV.”

A iniciativa Tratamento 2015 do UNAIDS tem como objetivo chegar a 15 milhões de adultos e jovens em tratamento até 2015. A doação de US$ 2 milhões do Fundo M∙A∙C AIDS irá apoiar os esforços ampliados para garantir que adolescentes e jovens tenham acesso ao tratamento do HIV e serviços internacionalmente. Novos esforços de sensibilização da juventude incluirão a avaliação de programas de testagem e tratamento e a adaptação das diretrizes de tratamento para o grupo.

“Acabar com a epidemia da AIDS está em nosso alcance, mas não podemos atingir nosso objetivo sem expandir o acesso ao tratamento para assegurar que as comunidades mais carentes e vulneráveis, particularmente os jovens, não sejam deixados para trás.”, afirma Nancy Mahon, Diretora Executiva Global  do Fundo M∙A∙C AIDS. “Por esta razão, o Fundo M∙A∙C AIDS continuará a investir em iniciativas estratégicas e impactantes como o Tratamento 2015 do UNAIDS que estão trabalhando para alcançar o fim da AIDS de uma vez por todas.”

A doação para o UNAIDS foi possível através da venda da linha de batom e gloss MAC VIVA GLAM, que a MAC doa 100% do preço de venda para a luta contra a AIDS. Rihanna, porta-voz da linha VIVA GLAM da MAC, lançou recentemente sua nova coleção VIVA GLAM, que irá beneficiar organizações como UNAIDS para apoiar homens, mulheres e crianças afetados pelo HIV globalmente.

“Estou honrada em unir forças com o Fundo M∙A∙C AIDS e UNAIDS na luta contra a AIDS,” disse Rihanna. “Quero ajudar a alcançar o maior número de jovens de todo o mundo que eu puder. Precisamos começar com educação, mas também temos que testar e tratar milhões de jovens que precisam de nossa ajuda, isso é exatamente o que nós planejamos fazer.”
Tratamento 2015 já começou a ser implementado globalmente.

Para saber mais sobre o plano do UNAIDS de atingir 15 milhões de pessoas até 2015, faça o download do relatório tratamento 2015 em: http://www.unaids.org.br/documentos/Treatment_Report_2015.pdf



Virando o jogo na Europa

Genebra, 30 de janeiro de 2014 – Na Europa, a prevalência do HIV está aumentando nas populações-chave com maior risco, especialmente entre homens que fazem sexo com homens (HSH) e, na Europa oriental, entre usuários de drogas e seus parceiros sexuais.

A fim de encontrar formas de chegar à zero nova infecção por HIV, zero discriminação e zero morte relacionada à AIDS na Europa, o UNAIDS organizou uma consulta semana passada em sua sede, em Genebra, Suíça 

 

Participantes
Especialistas da Comissão Europeia e de instituições da União Europeia, assim como representantes de populações-chave, prestadores de serviço, organizações de pesquisa, governos, e das Nações Unidas fizeram parte do encontro.

Principais Mensagens

- Em muitos países europeus, informações estratégicas sobre populações-chave permanecem limitadas.

- Estigma, discriminação, criminalização da transmissão do HIV e ausência de serviços e incentivos são frequentemente obstáculos para pesquisa.

- Uma nova onda de infecções por HIV entre HSH pode estar associada com o maior acesso às novas tecnologias. Esta onda está afetando principalmente homens em áreas rurais, cidades pequenas e países do leste com histórico de baixa prevalência de HIV.

- Novas tecnologias estão proporcionando aos homens que fazem sexo com homens maiores oportunidades de se envolver em encontros. Na internet, o mercado de novas drogas injetáveis ​​sintéticas está evoluindo rapidamente e profissionais do sexo estão operando cada vez mais on-line.

- Ao mesmo tempo, novas tecnologias de informação trazem oportunidades para pesquisa, interação e educação de pares, e desenvolvimento de uma nova geração de ativismo e mobilização comunitária que podem virar radicalmente o jogo da resposta ao HIV na Europa.

Citações
“A revolução da internet e mídia social está transformando radicalmente o panorama da resposta ao HIV na Europa e além.”
Udi Davidovich, Pesquisador Sênior, Chefe de Pesquisa e Prevenção on-line, serviços de Saúde de Amsterdam

“Precisamos apoiar as populações- chave afetadas pelo HIV, e defender seus direitos, seja em Atenas, Abuja ou Estocolmo. Não podemos deixar pessoas para trás.” 
Luiz Loures, Diretor Executivo Adjunto do UNAIDS


Folheto explicativo da campanha Proteja o Gol do UNAIDS

Em 2014, o UNAIDS lançará a campanha Proteja o Gol a nível mundial durante a Copa do Mundo da Fifa no Brasil. O objetivo da campanha é usar a popularidade e poder de união do esporte para promover a prevenção do HIV, principalmente entre os jovens. Ainda, a iniciativa destaca a necessidade de expandir o acesso ao tratamento antirretroviral a 15 milhões de pessoas em 2015 em nível global.

A nova campanha tem como tema “De Soweto a Salvador”, pois dará continuidade à iniciativa desenvolvida durante a Copa de 2010 na África do Sul. Recentemente, Kweku e Ndaba Mandela, netos de Nelson Mandela e embaixadores da campanha, estiveram na cidade de Salvador para o evento de pré-lançamento da Proteja o Gol na Bahia. O elo que liga as duas regiões se mantém ativo na cultura baiana e foi vivido intensamente pelos embaixadores da campanha durante a visita.

Entre as atividades previstas estão: distribuição de cerca de 2 milhões de preservativos e panfletos sobre a Proteja o Gol, disponibilização de testes de HIV voluntários nas Fan Fests das cidades-sede, divulgação de mensagens de prevenção do HIV voltadas aos jovens por meio da cooperação com parceiros, engajamento de estrelas de futebol e celebridades na promoção da iniciativa, campanha de comunicação em nível mundial e nacional, atividades de apoio com voluntários, jogos e torneios de futebol de rua promovidos nas redes sociais e elo com atividades internacionais no âmbito da Proteja o Gol durante a Copa.

Os parceiros envolvidos com a campanha são: o Município de Salvador, o Governo do Estado da Bahia, a Secretaria de Vigilância e Saúde, o Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, a Secretaria Especial para Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, o Ministério do Esporte, o Governo do Distrito Federal, a Fundação Tobeka Madiba Zuma da África do Sul, a Associação Nacional de Prefeitos  e Vice-prefeitos do Brasil, a Frente Nacional de Prefeitos do Brasil, o Conselho Nacional da Juventude, Confederações Continentais de Futebol da Fifa, Pereira & O’Dell dos EUA e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

 

Confira todos os detalhes no folheto explicativo

Access Protect the Goal Concept Note in English

Faça o download do Calendário Proteja o Gol 2014

 

Dr. Jarbas BarbosaSecretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, visita sede do UNAIDS

Genebra, 23 de janeiro de 2014– O Secretário Jarbas Barbosa, acompanhado por Alberto Kleiman, Assessor Especial para Assunto Internacionais do Ministro da Saúde, encontrou-se como Diretor Executivo do UNAIDS, Michel Sidibé, o Diretor Executivo Adjunto, Luiz Loures, e a Diretora do Departamento de Gênero, Direitos e Prevenção, Mariângela Simão.

A visita ao escritório do UNAIDS em Genebra proporcionou a oportunidade dos representantes discutirem a liderança brasileira na área do tratamento, as novas diretrizes inovadoras adotadas pelo Brasil para a prevenção, a agenda de próximos eventos no Brasil – como o lançamento e desenvolvimento da campanha Proteja o Gol – e o futuro da resposta à AIDS no Brasil e no mundo

Foto: da esquerda para a direita: Dr. Luiz Loures, Dra. Mariângela Simão, Dr. Jarbas Barbosa,Michel Sidibé, e Alberto Kleiman

“Estamos cada vez mais nos aproximando de 2015 e este é um momento crucial no combate à epidemia de AIDS. Este ano, o desenvolvimento do Proteja o Gol em plena Copa do Mundo terá grande impacto no alcance de nossos objetivos para 2015.”, afirma Michel Sidibé.

UNAIDS e a Organização dos Estados Americanos (OEA) unem esforços para promover/avançar a resposta ao HIV nas Américas

Genebra/Washington, 10 de janeiro de 2014 – UNAIDS e a Organização dos Estados Americanos (OEA) assinaram Memorando de Entendimento (MoU) com o intuito de unir esforços para promover a resposta ao HIV entre os Estados Membros da OEA.

O acordo assinado entre UNAIDS e OEA irá aumentar atividades de divulgação e sensibilização, campanhas de informação e educação, mesas redondas, fóruns, palestras e programas de bolsas de estudo sobre redução de novas infecções por HIV, ampliação do acesso ao tratamento antirretroviral (TARV) e apoio às pessoas que vivem com o HIV. Outros temas abordados pelo acordo são o fomento à colaboração com as redes regionais de jovens vivendo com o HIV para fortalecer a conscientização e educação para a prevenção do HIV, melhorar a proteção social para os jovens, combater a violência baseada no gênero e normas sociais nocivas entre os jovens

 

Da esquerda para a direita: Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS, e Miguel José Insulza, Secretário-Geral da OEA. Fonte: Juan Manuel Herrera/OAS

“HIV é mais que uma doença. É uma questão de segurança, justiça social e distribuição de oportunidades,” afirma Michel Sidibé. “Devemos aproveitar essa parceria para garantir que ninguém seja deixado pa/ra trás na resposta ao HIV nas Américas e que as pessoas mais afetadas pelo HIV tenham acesso a serviços essenciais de prevenção e tratamento do HIV.”

Embora o número de novas infecções por HIV tenha se estabilizado, ainda não há indícios de redução. Populações chave, como homens que fazem sexo com homens (HSH), profissionais do sexo, usuários de drogas e pessoas transgêneros, continuam sendo os mais afetados pelo HIV na América Latina e Caribe. A existência e a aplicação de leis punitivas, bem como o estigma e discriminação generalizados contra os HSH, pessoas transgêneros e profissionais do sexo continuam a marginalizar as pessoas mais necessitadas e bloquear o acesso a serviços essenciais do HIV.
“Conseguimos quebrar a curva de crescimento da infecção", disse Miguel José Insulza. "Agora precisamos resolver questões transversais estruturais, incluindo a violência baseada no gênero.".

Em junho de 2013, a Assembleia Geral da OEA aprovou a Resolução sobre a “Promoção e Proteção dos Direitos Humanos de pessoas vulneráveis, que vivem com ou afetadas pelo HIV nas Américas”. A resolução insta os Estados Membros a prosseguirem os seus esforços em apoio a leis e políticas públicas para proteger os direitos humanos e liberdades fundamentais das pessoas que vivem com o HIV, e aumentar a prevenção e tratamento do HIV para as mulheres grávidas e mães, incluindo a prevenção da transmissão de mãe para filho. A resolução também promove um maior envolvimento das pessoas vivendo com HIV na tomada de decisões e na elaboração de políticas e programas em resposta à epidemia.

Junta de Coordenação de Programas do UNAIDS (PCB) apresenta a ata da 33ª Reunião de 19 de dezembro de 2013

Brasília, 09 de janeiro de 2014 – Já estão disponíveis em português as recomendações e conclusões da 33ª Reunião realizada em Genebra, Suíça, de 17 a 19 de dezembro de 2013. (Clique aqui para ler o relatório) .

A reunião da Junta, que contou com a participação de ONGs, apreciou relatórios e discutiu ações futuras, como a agenda para o desenvolvimento pós-2015. Durante a reunião, os relatórios sobre a Atualização sobre a resposta à AIDS na agenda para o desenvolvimento pós-2015 e a Utilização estratégica de medicamentos antirretrovirais para o tratamento e a prevenção do HIV foram apreciados e acolhidos.

 

Ademais, ONGs marcaram sua participação com a apresentação de relatório conjunto com recomendações para o UNAIDS, Estados Membros e parceiros. Entre as considerações presentes no relatório, as ONGs salientaram o envolvimento pleno e significativo das populações-chave nas ações de implementação de diretrizes sobre novas tecnologias, bem como a necessidade de apresentação periódica de dados sobre progresso de ações realizadas e intervenções de apoio técnico.

No encontro foi ressaltado repetidamente a importância da implementação das Diretrizes Consolidadas da OMS de 2013, sobre a utilização dos medicamentos antirretrovirais para o tratamento e a prevenção da infecção pelo HIV, assim como a necessidade de maior monitoramento da resistência do HIV aos medicamentos, conforme a Estratégia Global da OMS de 2012 para a Vigilância e o Monitoramento da Resistência do HIV a Medicamentos.

Outro documento analisado pela Junta foi sobre Coordenação do apoio técnico em HIV num ambiente em rápida evolução, que lembrou a necessidade do UNAIDS tomar as medidas necessárias para fortalecer a coerência e a coordenação entre os agentes de apoio técnico bilateral e multilateral, com base nos contextos e nas necessidades dos países. Essas medidas terão importante impacto para a implementação do Novo Modelo de Financiamento do Fundo Global.

Por fim, a 33ª Reunião da Junta de Coordenação de Programas do UNAIDS (PCB) aprovou a participação das ONGs nas futuras reuniões e elegeu a Austrália como Presidente e o Zimbábue como Vice-Presidente para o período de 1º de janeiro de 2014 a 31 de dezembro de 2014.

UNAIDS promove roda de conversa sobre Homolesbotransfobia no Fórum Mundial de Direitos Humanos

Brasília, 12 de dezembro – A roda de conversa Zero Discriminação: Enfrentando a Homolesbotransfobia aconteceu no último dia onze, no Fórum Mundial de Direitos Humanos em Brasília, DF. O evento que tinha o intuito de promover uma ampla discussão sobre os Direitos Humanos da população LGBT e sobre as consequências da violação sistemática destes direitos, contou com a presença de vários ativistas do movimento LGBT e de Direitos Humanos, estudantes, profissionais de educação e saúde e jovens de diversas organizações..

Leandro Ramos da organização All Out ficou encarregado de interagir o público e os convidados presentes: deputado federal Jean Wyllys (PSOL); Keila Simpson, presidente da Associação Nacional de Travestis (ANTRA); O professor Kleber Fábio, que colaborou com a UNESCO no desenvolvimento de publicação sobre bullying homofóbico nas escolas, e Leandro Costa do projeto ¨Fique Sabendo Jovem¨ do UNICEF. Através de uma abordagem informal, os convidados falaram sobre suas experiências de vida, os trabalhos que desenvolvem na área de promoção dos direitos LGBT, e seus projetos e perspectivas para o futuro.

Fonte: UNIC Rio/Damaris Giuliana

O professor Kleber Fábio proporcionou um dos momentos mais emocionantes da roda ao compartilhar sua história de vida e decisão de lecionar na escola onde sofreu discriminação e violência homofóbica. Ao ser indagado sobre a fonte da sua determinação em defender os Direitos Humanos, Kleber Fábio respondeu: “A minha força vem da vontade de viver. O HIV me ensinou que eu já não podia mais apenas viver, eu tinha também que mudar vidas. Tive vontade de voltar para a escola onde apanhei quando descobri que tinha o vírus. Eu sabia que precisava voltar lá para mudar.”

Em sua fala, Keila Simpson enfatizou a importância da escola inclusiva, do tratamento digno que abre portas para uma vida plena e condenou o preconceito que leva as travestis à marginalização social. “Não queremos viver à sombra da noite. Queremos sair às ruas à luz do dia, para trabalhar ou estudar. As esquinas podem sim, ser uma decisão da travesti, mas não pode ser uma via única de quem não teve o direito à escolha”, completou.

Já o deputado Jean Wyllys, da Frente LGBT, reforçou a importância do movimento LGBT superar as diferenças entre seus grupos, a fim de fortalecer o movimento como um todo. Ademais, destacou a necessidade urgente de que medidas educativas sejam implantadas para a promoção de uma educação plena para a diversidade. Jean Wyllys frisou que mais importante do que criminalizar é educar, “Quem ofende e discrimina um LGBT, precisa entender o mal que cometeu. Colocar essa pessoa para realizar atividades em hospitais com pacientes de AIDS, por exemplo, poderia ajudar essa pessoa a entender a dor do outro”, fala.

Leandro Costa, representante do Fique Sabendo Jovem, ressaltou a importância da sociedade e do governo tomar uma posição mais eficaz com relação ao aumento do número de casos de AIDS, entre gays jovens. “As demandas dos jovens vivendo com HIV tem aumentado drasticamente nos últimos anos, por isso precisamos fazer o Brasil voltar ao caminho da luta contra a AIDS”, afirmou.

O evento promovido pela ONU em parceria com o Conselho Nacional de Direitos Humanos e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, faz parte das atividades do Programa das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), “Zero Discriminação”, e conta com a participação de agências das Nações Unidas, como PNUD, UNICEF, OIT e UNESCO.

UNAIDS lança campanha global de prevenção e testagem da AIDS na Copa de 2014

Salvador, 5 de dezembro de 2013 – O evento de pré-lançamento da campanha global de conscientização sobre o HIV do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/AIDS (UNAIDS), Proteja o Gol, contou com a participação de convidados internacionais como Ndaba e Kweku Mandela, netos de Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul e Prêmio Nobel da Paz, e do ator e diretor de Hollywood Richard Grant.

O evento foi realizado no Forte de São Diogo, Salvador, com as presenças do Prefeito da cidade, Antônio Carlos Magalhães Neto, do Chefe de Gabinete da SECOPA, Jorge Wilton, da Assessora de Cooperação Internacional do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Cristina Raposo, da Coordenadora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard e do Assessor Sênior ao Diretor Executivo do UNAIDS, Djibril Diallo.

Proteja o Gol utilizará o poder de mobilização do esporte para promover ações de conscientização sobre o HIV durante o mundial de futebol sediado pelo Brasil no próximo ano.

Fonte: Fonte : Magda Fernanda/M

A Bahia foi escolhida para sediar a campanha global. O slogan da campanha, “De Soweto a Salvador”, ilustra o elo histórico e cultural que a cidade tem com a África e ressalta a continuidade da campanha iniciada na África do Sul na Copa do Mundo da FIFA de 2010.
 
Em todo o mundo, 35.3 milhões de pessoas vivem com o HIV. No Brasil, aproximadamente 718.000 pessoas vivem com o vírus. O Estado da Bahia tem aproximadamente 100 novos casos de AIDS por mês. No estado, houve 509 mortes por AIDS em 2012.

“Cerca de 4,6 milhões de jovens entre 15 e 24 anos de idade vivem hoje com o HIV, vários deles não têm acesso ao tratamento, ou sequer conhecem o seu estado sorológico” afirmou Djibril Diallo. “O diagnóstico e tratamento precoce são fundamentais para salvar essas vidas”.

Dados lançados recentemente mostram que a juventude é uma das camadas da população cada vez mais impactada pela epidemia.

“Proteja o Gol é uma campanha que vai tocar o público jovem para falar de AIDS e sexualidade sem tabu e de forma positiva”, explicou Georgiana Braga-Orillard.

No âmbito da campanha, o Ministério da Saúde ofertará testagem rápida e aconselhamento por meio de unidades móveis disponíveis (trailers) nas 12 cidades-sede.  Essas unidades funcionarão como verdadeiros centros de encontro enquanto diversos grupos parceiros estabelecerão trabalhos conjuntos para a mobilização da população.
“Futebol é uma paixão nacional, e usá-lo como veículo de informações sobre prevenção para a juventude, um dos grupos mais vulneráveis à epidemia, faz com que esse projeto seja promessa de um grande sucesso” afirma o diretor do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita.
A iniciativa brasileira é resultado da parceria entre o UNAIDS, o Ministério da Saúde, o Governo do Estado da Bahia e o Município de Salvador.

Entre as atividades previstas durante a campanha no próximo ano estão futebol de rua, visando oferecer uma atenção especial para jovens de comunidades em situação de vulnerabilidade; distribuição de cerca de 2 milhões de preservativos; engajamento de estrelas do esporte e intervenções artísticas.

Outros parceiros da campanha Proteja o Gol são: Secretaria Especial para Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, Ministério do Esporte, Governo do Distrito Federal, Fundação Tobeka Madiba Zuma da África do Sul, Associação Nacional de Prefeitos e Vice-prefeitos do Brasil, Frente Nacional de Prefeitos do Brasil, Conselho Nacional da Juventude do Brasil, Confederações Continentais de Futebol da FIFA e Pereira & O’Dell, EUA.


Autoridades e convidados internacionais participam da reunião de coordenação geral da campanha Proteja o Gol

Brasília, 5 de Dezembro de 2013 - A reunião de coordenação do pré-lançamento da campanha “Proteja o Gol” foi realizada em Salvador nesta quarta-feira, dia 04, com a presença do Assessor Sênior do Diretor Executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Djibril Diallo; da Coordenadora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard; do Chefe de Gabinete da SECOPA (Secretaria Estadual para Assuntos da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014) da Bahia, Jorge Wilton; da Vice-Prefeita de Salvador, Célia Sacramento; do Diretor de DST AIDS do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita; dos convidados internacionais Ndaba e Kweku Mandeila, netos de Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul e Prêmio Nobel da Paz; de  agências da ONU; e de várias secretarias estaduais e municipais do estado.

Durante o encontro foram discutidas as atividades da campanha “Proteja o Gol” e seu lançamento global – que consistirá em um evento oficial em Salvador, Bahia, no dia 13 de junho de 2014, durante o primeiro jogo da Copa Mundial da FIFA.

Na foto: Ndaba Mandela - Fonte : Magda Fernanda/MS



UNAIDS registra progresso continuado na resposta à AIDS no mundo e necessidade de renovar atenção às populações-chave

Brasília, 01 de dezembro de 2013 – O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) observou redução de 33% no número total de novas infecções ao HIV desde 2001 e 52% de redução de novas infecções em crianças desde 2001 a nível global. Apesar desses avanços, porém, houve aumento no índice de novas infecções na Europa oriental e Ásia central de 13% desde 2006, enquanto que no Oriente Médio e o norte da África o mesmo índice duplicou. Em muitos casos, a estagnação do progresso se deve à falta de acesso a serviços essenciais relacionados com o HIV. Com frequência, populações-chave, como homens que fazem sexo com homens (HSH), usuários de drogas, transgêneros e profissionais do sexo, não podem acessar serviços vitais.

“Cada pessoa importa”, afirma Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS. “Se queremos manter nossa promessa de não abandonar ninguém, temos de garantir que os serviços relacionados com o HIV cheguem a todos que precisam.” Investimentos focados em alcançar populações-chave não têm mantido o ritmo necessário. O financiamento de serviços de prevenção do HIV para HSH é especialmente escasso na Ásia oriental, Oriente Médio e norte da África, assim como na África subsaariana.

Existe grande defasagem de investimentos em vários países com alta prevalência do HIV entre usuários de drogas injetáveis. Em 10 países em que o grupo possui prevalência do HIV superior a 10%, apenas 5% dos recursos para o HIV são designados a programas de redução de danos. Apesar do risco desproporcional que as profissionais do sexo correm de contrair o HIV, apenas uma pequena parte dos recursos mundiais de prevenção são destinados a programas para o grupo. “No Brasil, a sociedade civil é muito presente, e a resposta à AIDS se une à a luta pela defesa dos direitos humanos no país”, afirmou Georgiana Braga Orillard, Coordenadora do UNAIDS no Brasil. “O desafio de hoje é integrar os jovens no movimento, principalmente das populações mais afetadas.
Precisamos usar mais a força do movimento LGBT.” De acordo com o Ministério da Saúde, a prevalência do HIV entre HSH é de cerca de 10,5%, sendo de até 40% na faixa etária mais jovem em certas localidades.

 

Dados mundiais da AIDS


Estima-se que, em 2012, houve 2.3 milhões de novas infecções por HIV.

Desde 2001, porém, registrou-se redução de 33%. Em 2012, novas infecções por HIV em crianças foram reduzidas a 260.000, verificando redução de 52% desde 2001. Graças à expansão do acesso ao tratamento antirretroviral (ART), as mortes relacionadas à AIDS caíram 30% desde o pico alcançado em 2005.
Ao fim de 2012, por volta de 9.7 milhões de pessoas de países de renda baixa e média tiveram acesso ao tratamento antirretroviral, o que significa um aumento de quase 20% em apenas um ano. Em 2011, os Estados Membros da Organização das Nações Unidas acordaram a meta de chegar a 15 milhões de pessoas em tratamento para 2015. Entretanto, com a ampliação da cobertura do tratamento e das novas evidências sobre a efetividade do tratamento antirretroviral na prevenção do HIV, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu novas diretrizes para o tratamento do HIV, aumentando em mais de 10 milhões o número inicial de pessoas elegíveis ao tratamento.

Brasil amplia a oferta de tratamento antirretrovirais a todas pessoas que vivem com HIV

Em comemoração ao Dia Mundial contra a AIDS, o Ministério da Saúde lança a estratégia que oferece tratamento antirretroviral a todas as pessoas vivendo com HIV, independentemente da contagem de células de defesa CD4. Estima-se que 718.000 pessoas vivem com o HIV no Brasil atualmente e que 300.000 estão sob tratamento. A nova estratégia fará com que mais de 100.000 pessoas passem a ser elegíveis ao tratamento de HIV.

O Diretor Executivo do UNAIDS, Michel Sidibé, cumprimenta a nova ação brasileira: “O Brasil está novamente mostrando sua liderança na respostaà AIDS. O governo abriu o diálogo com a comunidade sobre como o país pode ir além das atuais recomendações da OMS para oferecer tratamento para o HIV a todos.” Ademais, a ação brasileira baseia-se na nova evidência do uso do tratamento como forma de prevenção, “Isso é revolucionário, e eu parabenizo o Brasil.”, afirma Sidibé.

Em 2012, estima-se que:

35,3 milhões [32,2–38,8 milhões] de pessoas viviam com HIV no mundo
2,3 milhões [1,9–2,7 milhões] de pessoas se infectaram por HIV
1,6 milhões [1,4–1,9 milhões] de pessoas morreram por enfermidades relacionadas à AIDS



Lançamento do Plano de Enfrentamento da Epidemia de HIV/AIDS em Porto Alegre

Fonte: Cristine Rochol/PMPA

Brasília, 20 de novembro de 2013 – A iniciativa do Plano Integrado do UNAIDS, Aids Tchê, lançou nesta terça-feira, 19, o Plano de Enfrentamento da Epidemia de HIV/AIDS com ênfase em grupos vulneráveis, como gays, travestis, transexuais e mulheres, na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. A ação é uma parceria do UNAIDS com a prefeitura de Porto Alegre e tem o objetivo de controlar a epidemia na cidade com maior incidência do HIV no país.

O Plano tem o intuito de delinear atividades futuras; fortalecer capacidades do município, principalmente nas áreas de prevenção e diagnóstico; consolidar e desenvolver campanhas; realizar capacitação de profissionais e equipes; incentivar o desenvolvimento de programas nas escolas e redes de assistência social; e promover a pesquisa e produção científica.

O lançamento do Plano contou com a presença da coordenadora do UNAIDS, Georgiana Braga-Orillard, do prefeito de Porto Alegre, José Fortunati e da coordenadora da Unidade de Políticas Sociais e Cidadania do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Nena Lentini.

“Porto Alegre é uma das cidades onde mais as pesquisas têm avançado e onde existe uma grande rede de atendimento. Por isso os índices são altos, porque temos as informações, que muitas outras cidades não têm, e temos equipes trabalhando na prevenção e tratamento da doença. Só que esbarramos em questões culturais como o preconceito, e precisamos pensar ações efetivas. As medidas corretas exigem ousadia e coragem para acabar com preconceitos e fazer o enfrentamento adequado para que não só se reduza a incidência, mas também salve vidas”, disse o prefeito José Fortunati.

Segundo Georgiana Braga-Orillard, “Precisamos de ações como essas, que nos apresentam um diagnóstico da situação e que tratam as pessoas como indivíduos, independente de raça, cor, gênero ou orientação sexual. Zero discriminação é o que vai garantir a eficiência dessas ações”


Fonte: Cristine Rochol/PMPA
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Encerra o XVII Encontro Nacional de ONGs em AIDS (ENONG), marcando retorno do diálogo entre sociedade civil e governo

Fonte: Évi Batista e Luciano Santos

Em Salvador, entre os dias 07 e 10 de novembro de 2013, aconteceu XVII Encontro Nacional de ONGs/AIDS (ENONG), que reuniu 300 representantes de organizações de luta contra AIDS de todo o país, sob o tema central “Sustentabilidade política e econômica da resposta brasileira na luta contra a AIDS".
Entre os resultados mais importantes do XVII ENONG destacou-se a retomada do diálogo entre os movimentos de luta contra AIDS com o Ministério da Saúde, com a volta a dos representantes aos espaços de interlocução: Comissão Nacional de AIDS (CNAIDS) e Comissão de Articulação dos Movimentos Sociais em AIDS (CAMS).

Organizado pelo Grupo de Apoio à Prevenção à AIDS da Bahia (GAPA Bahia), em parceria com o Fórum Baiano de ONGs/AIDS (FOBONG), o ENONG teve apoio técnico do UNAIDS Brasil e de sua parceira, a Universidade UNIJORGE. O evento também teve o apoio do programa alemão Brot für die Welt, que significa “Pão para o Mundo”; Secretaria Municipal de Saúde; Secretaria Estadual de Saúde e Ministério da Saúde. 

A parceria com UNIJORGE e UNAIDS foi fundamental para dar uma maior qualidade técnica ao evento, uma vez que equipes de professores e alunos tiveram a cargo toda a comunicação do evento, a relatoria e o receptivo. Isso demonstra que devemos abrir as portas das nossas ONGs para que a academia nos ajude na tão ansiada sustentabilidade” afirmou Rosa Marinho, Diretora Executiva do GAPA/BA e membro da Comissão Organizadora do evento.

Para a estudante Clariana Brito Souza, do Curso de enfermagem, “Esta foi uma oportunidade ímpar de conhecimento e crescimento, conheci outra realidade que a faculdade não ensina”. A estudante promete agora ser voluntária para ONGs que trabalhem em AIDS. 

UNAIDS anuncia que o Presidente da CONCACAF será o primeiro homenageado com o Prêmio “Proteja o Gol” para a diáspora

O Presidente da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e do Caribe (CONCACAF), Jeffrey Webb, será homenageado com o Prêmio Especial do UNAIDS 2013 “Proteja o Gol” para a diáspora. O anúncio foi realizado durante a abertura da Cúpula de Esportes da CONCACAF de 2013, celebrada nas Ilhas Cayman

A cerimônia de entrega do prêmio “Proteja o Gol” acontecerá no dia 15 de junho de 2014 em Dakar, Senegal, durante a 4ª Cúpula Pan-Africana de jovens líderes. O Sr. Webb será premiado pelo seu trabalho excepcional na utilização do esporte para a promoção do desenvolvimento social.

A campanha “Proteja o Gol” tem como objetivo conscientizar sobre o HIV e mobilizar os jovens para que se comprometam com a prevenção do HIV. O prêmio especial destaca o valor do futebol como ferramenta para a mudança social, enfatiza a importância da responsabilidade social. Ademais, apresenta pessoas e organizações que desempenham um papel importante na promoção do bem social e da defesa da conscientização e prevenção do HIV através do esporte.   

Citação
CONCACAF é comprometido em trabalhar com a popularidade do futebol para fazer mudanças positivas na sociedade. A promoção dos esforços de prevenção do HIV na comunidade, tanto em nossa região como no mundo, é uma parte vital desta missão. Estamos orgulhosos do reconhecimento do nosso compromisso nesta área.”

UNAIDS se reúne com Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais e OPAS


Na foto, da esquerda para direita, o representante da OPAS no Brasil, Joaquín Molina, o secretário de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, o diretor executivo-adjunto do UNAIDS e subsecretário geral da ONU, Dr. Luiz Loures, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a coordenadora do UNAIDS Brasil, Georgiana Braga-Orillard, o diretor do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde (DDAHV), Fábio Mesquita e o Assessor Especial para Assuntos Internacionais do Ministério da Saúde, Alberto Kleiman.

Brasília, 1 de novembro – O Ministro da Saúde Alexandre Padilha encontrou com o Diretor Executivo Adjunto do UNAIDS, Luiz Loures no dia 31 de outubro para discutir da nova estratégia de resposta à AIDS no Brasil.

Na sede da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) foi realizada reunião com o ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, o secretário de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, o diretor do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde (DDAHV), Fábio Mesquita, o representante da OPAS no Brasil, Joaquín Molina e a Coordenadora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga Orillard.

Durante o encontro abordou-se a política de “testar e tratar”, a consulta pública sobre o novo protocolo de tratamento antiretroviral e a necessidade de tratar pessoas com tuberculose. A reunião focou, também na ênfase no Estado do Rio Grande do Sul dado o elevado índice de incidência do HIV. O índice de 2% da região é elevadíssimo se comparado ao resto do país, de 0.56%.

Por fim, destacou-se a importância de maior atenção à saúde básica do novo programa, uma vez que haverá aumento da demanda de tratamento.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, “Tudo isso só será possível com uma intensa campanha de testagem. Testes rápidos inovadores fabricados no Brasil estarão no mercado no primeiro trimestre do ano. Isso vai fazer a diferença para chegar às populações de áreas remotas, como a Amazônia”.

UNAIDS e autoridades brasileiras mantiveram intensa agenda de reuniões nesta quinta-feira, dia 31 de outubro

Brasília, 01 de novembro – O Diretor Executivo Adjunto do UNAIDS Dr Luiz Loures e a Coordenadora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, participaram da reunião do Grupo Temático Ampliado das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (o GT/UNAIDS) que contou com a presença de representantes da sociedade civil, das agências da ONU, de agências de cooperação e do governo brasileiro. A reunião do GT/UNAIDS foi marcada pela apresentação da nova estrutura do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Viras do Ministério da Saúde (DDAHV).

A reconfiguração da estrutura busca atender as demandas das novas diretrizes, as quais são baseadas na implementação de abordagens inovadoras, acompanhamento das evidências científicas – nacionais e internacionais – e na busca de maior diálogo entre atores do enfrentamento da epidemia.

A agenda de reuniões foi concluída com a conferência sobre a situação atual da epidemia global da AIDS, Dr. Luiz Loures destacou a acentuada redução mundial de mortes relacionadas à AIDS, entre 2005 e 2011, como grande indicativo da proximidade do fim da epidemia.

Dr. Luiz Loures ressaltou a importância histórica do pioneirismo brasileiro no combate à AIDS. “Estamos num momento importante em que podemos acabar com a epidemia global. O papel histórico de vanguarda que o Brasil sempre teve no combate à doença faz do país uma peça chave neste momento, como exemplo de enfrentamento da epidemia no cenário global”.

“As discussões que tivemos durante a visita do Dr. Loures demonstram que temos que voltar às bases e focar em Direitos Humanos e principalmente, nos direitos das populações LGBT”, acrescentou a coordenadora do UNAIDS, Georgiana Braga-Orillard.

Georgiana Braga-Orillard é a nova Coordenadora  do UNAIDS no Brasil

Chegou à Brasília a nova Coordenadora do UNAIDS no Brasil, a Sra. Georgiana Braga Orillard. Vinda do escritório do UNAIDS em Genebra e com mais de 15 anos de experiência nas Nações Unidas, Georgiana traz ao escritório do Brasil uma nova perspectiva global.

“O Brasil é um exemplo em relação à resposta à Aids. Desde cedo o governo, a sociedade civil e entidades privadas se mobilizaram. Espero contribuir para continuar a mover essa agenda e chegar ao objetivo de zero novas infecções, zero discriminação e zero morte relacionada à AIDS”.

Georgiana ocupou vários cargos na sede do UNAIDS em Genebra, inclusive o de Assessora do Diretor Executivo nos últimos cinco anos, onde ela gerenciou sua agenda política, dando visibilidade à liderança do Programa e sucessos em setores estratégicos. Nesse posto, ela trabalhou junto a oficiais de governo do mais alto nível e vários parceiros, incluindo pessoas vivendo com o HIV em diversos países. Georgiana combina uma forte experiência nas Nações Unidas e no setor privado. Ela também trabalhou para a Radio Television Hong Kong e o South China Morning Post, os dois maiores grupos de comunicação de Hong Kong, China. Dirigiu o programa conjunto de responsabilidade social dessas empresas, onde mobilizou um grande número de atores da comunidade e do setor privado em prol de associações caritativas atuantes na China.

Bacharel em Relações Internacionais da Universidade de Brasília e mestre em Relações Internacionais e Ciencia Política do Instituto de Altos Estudos Internacionais e do Desenvolvimento de Genebra, Suíça. Georgiana tem certificado de Estudos Germânicos da Universidade de Essen, Alemanha e certificado de Estudos de Defesa e Segurança Internacional da Universidade de Tampere, Finlândia.

Brasilieira. Fluente em inglês, francês e espanhol.

Ex-presidente Lula e a resposta à AIDS

Brasília, 16 de setembro – Durante o primeiro encontro do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) com a Comissão Lancet: Da AIDS à Saúde Sustentável, em Lilongwe, Malawi, o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, participou de debate sobre as metas para combate do HIV/AIDS na agenda pós-2015 e como a resposta à AIDS pode contribuir com o futuro da saúde global.

Dentre as atividades no encontro, o ex-presidente Lula concedeu entrevista falando sobre a resposta à AIDS no Brasil e o sucesso da cooperação entre os países do hemisfério sul. Lula destacou a relação da infecção pelo HIV e a pobreza, apontando a importância de se tratar concomitantemente as duas questões. Por fim, o ex-presidente acredita ser possível alcançar “Chegando a Zero”, desde que se mantenha a relevância da questão da AIDS nas agendas globais.

A reunião, que envolveu o UNAIDS e a Comissão Lancet, nos dias 28 e 29 de junho, contou com a presença da Dra. Joyce Banda, presidente do Malauí, Nkosazana Dlamini Zuma, presidente da Comissão da União Africana, Profº Peter Piot, diretor da London School of Hygiene and Tropical Medicine, Boni Yayi, presidente do Benin, Sylvia Bongo Ondimba, primeira-dama do Gabão, Jeannette Kagame, primeira-dama de Ruanda, Festus Mogae, ex-presidente da Botswana e Macdonald Kaberuka, presidente do Banco Aficano de Desenvolvimento.

O próximo encontro está previsto para 2014, sendo o Brasil país-sede da reunião. A entrevista do ex-presidente foi gravada durante o encontro e pode ser acessada através do link: http://www.youtube.com/watch?v=1u1Ah3mwpzc e na página do UNAIDS

Para mais fotos do evento, visite o Picasa do Instituto Lula, https://picasaweb.google.com/116451107798979983687/LulaParticipaDeDebateDaComissaoUNAIDSLancetNoMalaui

Daniela Mercury será estrela de campanha mundial da ONU pelo fim da homofobia

Daniela Mercury acaba de aceitar o convite para estrelar uma campanha mundial do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (Acnudh), pelo fim da homofobia. O tema será Livres e Iguais. Em tempo: No ano passado, o Acnudh elaborou um guia sobre as obrigações dos governos para garantir os direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT), intitulado Nascidos Livres e Iguais. A cartilha foi lançada em português pelo Escritório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) no Brasil. A noticia foi divulgada na coluna Vip do correio da Bahia desta Terça-feira (16).
Conheça a cartilha aqui


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